Lições de um zagueiro para a sua carreira

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Por IBC

02/07/14

[Foto - Paulo André Oficial]
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A palavra zagueiro tem origem militar, do termo zaga que denomina a retaguarda de uma tropa militar. Também conhecido como back, é o profissional do futebol que tem por ofício não deixar os adversários adentrarem a área do time que defendem.

Os zagueiros são os atletas mais altos e trabalham como uma barreira de contenção, marcam firmemente seus adversários e desarmam as jogadas. Dentre suas habilidades a marcação e a antecipação dos lances, fazem deles profissionais diferenciados dos demais atletas.

Em entrevista à equipe do IBC, o zagueiro Paulo André, atleta de 30 anos, com passagens em times como o Guarani, Atlético – PR, Le Mans (França) e Corinthians, ressalta que entre as competências de um zagueiro, se sobressaem a compreensão de jogo e o bom posicionamento. “Eu consigo organizar a equipe e extrair o máximo dos meus companheiros”, afirma o atleta.

Entre diversos títulos conquistados por Paulo André, destacam-se o Campeonato Brasileiro em 2011, a Copa Libertadores e o Mundial de Clubes em 2012, e em 2013 o Campeonato Paulista e a Recopa Sul-Americana. Todos atuando pelo Corinthians, após uma difícil temporada no Le Mans, na França, onde passou por três cirurgias e, durante um ano e meio, viveu a difícil situação de não poder desempenhar sua atividade.

Multitarefas, atualmente o zagueiro atua no futebol Chinês, no Shanghai Shenhua, é presidente do Instituto Paulo André, artista plástico, autor dos livros “O Jogo da Minha Vida” e engajado com causas relacionadas aos profissionais do futebol, como o Bom Senso Futebol Clube.

Paulo André utiliza suas habilidades de jogador nas atividades extracampo. Disciplina, persistência e foco, são as competências que o profissional destaca, e afirma que não consegue separar o atleta do ser humano. “Tudo o que aprendo e adquiro de conhecimento fora de campo eu levo como bagagem para dentro de campo, para o relacionamento com meus companheiros, para liderar um time, para suportar a pressão”, ressalta o zagueiro.

Ao ser questionado sobre qual profissão seguiria se não fosse atleta, Paulo André não se prende a nenhum ofício específico. “Me sinto uma pessoa curiosa, inquieta e sonhadora. Gosto de desafios, gosto do novo. Então qualquer trabalho ou profissão que fuja da rotina e me permita alçar voos mais distantes me faria bem. Há um leque de opções, não serei eu que irei restringi-las (risos)”.

Podemos perceber que o futebol não se restringe apenas às competências técnicas e físicas de um profissional. E que outras capacidades devem ser desenvolvidas e aprimoradas para que ele tenha sucesso dentro e fora de campo. “Jogar futebol não é só jogar futebol, há uma grande complexidade e inúmeras variáveis. E o oposto também é verdadeiro. Há um ex-jogador inglês que diz que 90% do que ele aprendeu na vida ele aprendeu dentro de um campo de futebol. Acho que ele tem razão” ressalta Paulo André.

No ambiente organizacional precisamos de zagueiros, profissionais que possuem senso de organização, liderança, bom posicionamento e contenção de processos que não são positivos aos resultados da equipe. Nesse sentido, devemos desenvolver habilidades e aprimorar competências, que nos permitam alcançarmos resultados profissionais e pessoais.

E nesse clima de Copa, devemos estar abertos para extrair muitos aprendizados dos profissionais que atuam no futebol. É um ramo onde a competitividade e a pressão por resultados e da torcida influenciam diretamente no desempenho de atletas e equipes, no entanto, ele nos ensina a ter foco e disciplina, bem como dar a volta por cima diante das adversidades, pois cada jogo é uma nova chance de sermos vencedores, em campo, na empresa e na vida.

 

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IBC

O Instituto Brasileiro de Coaching – IBC, foi fundado em 2007 por seu atual presidente José Roberto Marques, Master Coach Senior, e hoje é referência em treinamento e desenvolvimento humano. Foi a crença de seu fundador de que “cada ser humano possui um potencial infinito que pode ser despertado e desenvolvido”, que fez com que o IBC se tornasse uma instituição conceituada e respeitada, por onde já passaram mais de 200 mil pessoas.

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