Quando o WhatsApp começa a prejudicar sua carreira

Whatsapp no trabalho
Copyright: Halfpoint Não deixe o WhatsApp prejudicar sua carreira.

Com a modernidade, os meios de comunicação evoluíram, e hoje, raramente encontra-se alguém que não possua smartphone. Com ele, também vieram os aplicativos interativos e o tão aclamado WhatsApp.

Paralela à evolução tecnológica, as empresas também mudaram a postura frente a seus colaboradores, que passam agora a ter mais liberdade. Claro, exigem que essa liberdade seja com maturidade. Isso quer dizer que o trabalhador tem maior flexibilidade no ambiente organizacional, desde que cumpra com suas metas e prazos de entrega.

Algumas empresas entendem que proibições cansam e diminuem a produtividade. Além de serem, de certa forma, limitadoras, obtendo resultados burocráticos, sem criatividade, ou seja, sem qualidade e inovação.

O dilema da produtividade

Ao falar sobre produtividade, voltamos a bater na tecla do grande fenômeno mundial: o WhatsApp. Ele invadiu todos os âmbitos de nossas vidas, incluindo o profissional.

Uma pesquisa realizada pela empresa Regus, uma multinacional que oferece escritórios para trabalho no estilo coworking, apontou que 95% dos trabalhadores brasileiros utiliza o aplicativo de alguma forma como contribuição positiva em seus trabalhos.

Um número que não foi registrado é o uso do WhatsApp para fins pessoais no momento do expediente. Ele pode ser uma excelente ferramenta de trabalho, no entanto, pode ser uma distração quando usado deliberadamente, sendo um ativador da improdutividade nos departamentos e causador de um alto volume de procrastinação.

Ele pode até ser utilizado como um momento de descanso após muito tempo de concentração em tarefas e raciocínios específicos. A problemática é que muitas vezes nos estendemos no tempo, e na quantidade de checadas, impactando diretamente no desenvolvimento das tarefas diárias laborais.

Utilização do WhatsApp no meio corporativo

Muitas empresas, nos dias de hoje, dependem do aplicativo para comunicar com clientes, realizar vendas, divulgar seus produtos e fazer propagandas. Segundo o portal da Folha de São Paulo, algumas empresas chegaram a diminuir em 70% suas contas telefônicas e contam com um faturamento de até 30% feitas completamente pelo aplicativo.

A facilidade e rapidez com que o aplicativo troca mensagens, o baixo custo, a proximidade gerada com o consumidor, dado o fato da grande preferência e até mesmo dependência existente na atualidade pelo número de adeptos, têm levado os pequenos empresários a explorarem o aplicativo das mais criativas formas pra prosperar seus negócios.

Dicas para manter o controle

Não é preciso ser rígido consigo e excluir o aplicativo de seu celular. Confira algumas dicas que podem ser úteis para melhorar o dia a dia e conciliar o trabalho com as checadas ao aplicativo:

- Não interrompa uma tarefa para checar mensagens pessoais. Isso faz com que você perca toda sua concentração.

- Estabeleça horários específicos para visualizar as mensagens. Em vez de abri-lo a cada notificação, cheque a cada 2 horas, por exemplo.

- Caso seu chefe utilize muito este meio para se comunicar com você fora do expediente, vá com calma. Controle a situação para que isso não se torne algo natural e excessivo. Tudo tem sua hora.

- Não mande mensagens pessoais em grupos profissionais. Não substitua e-mail por WhatsApp. Qualquer mensagem que seja importante, que precise ficar armazenada, deve sempre ser enviada por e-mail.

- Personalize um toque diferente para as pessoas e grupos profissionais. Assim quando ouvir esse aviso específico saberá que a mensagem possui teor profissional e não irá atrapalhar o andamento do seu expediente.

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Sobre o autor

Autor

José Roberto Marques

José Roberto Marques é presidente do IBC, Master Coach Senior e Trainer. Um dos pioneiros em Coaching no Brasil, com mais de 25 anos de experiência em treinamento e desenvolvimento humano. Fundador e também presidente da Editora IBC, possui diversas obras publicadas. É professor convidado da Universidade de Ohio. Como Coach atende CEO’s e líderes de grandes organizações.

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