Ambidestria organizacional – o que é e como implementar em sua empresa?

Homem se equilibrando

Veja os três métodos mais comumente utilizados para colocar a ambidestria organizacional em prática.

A capacidade das empresas de equilibrar o foco na eficiência operacional e na constante atualização recebe o nome de ambidestria organizacional. Para alcançar a longevidade é determinante que os empreendimentos se conectem com o ritmo acelerado das transformações mercadológicas. 

O alinhamento com essas alterações se mostra crucial em decorrência do desenvolvimento tecnológico e mudança comportamental dos consumidores. Quando não há esse olhar para essas mudanças, há perda de oportunidades e de consolidação em médio e longo prazo. Produtos e serviços que não são atualizados tendem a se tornar obsoletos, levando suas fornecedoras a fechar as portas. 

No entanto, focar somente na busca por disrupção pode levar as organizações a deixar de lado outro fator crucial, a excelência operacional do presente. O mal do imediatismo também assola as empresas que acreditam ser necessário buscar constantemente resultados para ontem. Contudo, geralmente as coisas mais relevantes não acontecem da noite para o dia.

Ainda que estejamos vivendo em um mundo volátil e incerto, é importante plantar algumas sementes pensando no futuro. A conclusão é que as empresas precisam atuar de forma ambidestra. Isso significa não olhar somente para o presente e nem somente para o futuro. A seguir iremos explicar com mais detalhes o que é ambidestria organizacional. 

O que é ambidestria organizacional?

Ao ler o termo “ambidestria organizacional” é possível ter alguma ideia do que ele significa. A palavra “ambidestro” é bastante utilizada para definir aquelas pessoas que conseguem possuem habilidade motora equilibrada entre as duas partes do corpo. O indivíduo ambidestro não é apenas canhoto e nem apenas destro, possui as duas habilidades. 

Levando o termo para o universo organizacional, temos o que se chama de empresa ambidestra. Trata-se de um negócio que consegue equilibrar as iniciativas e os esforços de sustentação operacional e preparo para o futuro. O fato de desenvolver uma dessas áreas não significa negligenciar outra.

Geralmente, essa divisão é feita a partir de dois focos de atuação e inovação corporativa: 

Melhoria contínua da operação do empreendimento

Podemos citar como exemplo as inovações nos processos. O objetivo central é que o negócio possa se sustentar em médio e longo prazo.

Para que uma companhia possa ser longeva é crucial que esteja constantemente investindo em inovação dos seus processos. Assim se torna mais preparada para os desafios mercadológicos e consegue entregar resultados mais consistentes. Esse processo pode ser chamado também de exploitation. 

Exploração de oportunidades e de tendências futuras

Nessa categoria se encaixam as inovações radicais, assim como a busca pela disrupção no mercado. A meta é que a companhia alcance um bom ritmo de crescimento de maneira que se torne sólida.

Vivemos uma época em que o futuro se transforma em uma velocidade impressionante. Não acompanhar essas mudanças pode significar não estar alinhado com as necessidades mercadológicas. Também pode ser chamado de exploration. 

Equilíbrio

O equilíbrio entre a eficiência operacional do momento presente e a busca por um futuro inovador é determinante para o sucesso. Uma empresa precisa ser eficiente no momento atual e também no seu futuro. Dividir a atenção para esses dois focos garante a possibilidade de alcançar melhores resultados no decorrer da realização dos processos. 

Origem do conceito

O conceito de ambidestria organizacional não é uma visão recente. No começo dos anos 1990, o James March, professor da Universidade de Stanford, já falava sobre a necessidade de equilíbrio entre exploitation e exploration. Ao longo das décadas, essa relevância foi cada vez mais reforçada, especialmente pelo fato de que a tecnologia acelerou as transformações do futuro. 

Embora essas frentes pareçam ser opostas, se complementam. Devemos ressaltar, inclusive, que as duas não precisam ser implementadas por profissionais diferentes. A seguir abordaremos com mais ênfase essa questão. 

Ambidestria organizacional: confira 3 formas de colocar em prática

Há três métodos mais comumente utilizados para colocar a ambidestria organizacional em prática: Ambidestria estrutural; Ambidestria cíclica e Ambidestria simultânea. A diferença se refere especialmente à divisão do foco de trabalho dos profissionais. 

Ambidestria estrutural

Esse modelo de aplicação da ambidestria organizacional se caracteriza pela separação de equipes com foco em inovação de equipes voltadas ao operacional. Nesse sistema, as funções coexistem, porém, são executadas por profissionais diferentes concomitantemente. As lideranças do negócio alinham as áreas, permitindo que as duas se desenvolvam paralelamente. 

Ambidestria cíclica

O modelo cíclico se caracteriza pelo seu caráter rotativo, ou seja, as atividades com foco operacional e de inovação são intercambiadas. Em um período, o foco é total na sustentação e melhoria de processos.

Já em outro momento, o foco passa a ser explorar e implementar a inovação. Nesse sistema todos os profissionais realizarão atividades nas duas frentes, no entanto, em períodos diferentes. 

Ambidestria simultânea

O terceiro método se caracteriza pela hibridização dos dois processos. Os profissionais trabalham focados na ambidestria, ou seja, olhando para a operação e para a inovação. Não há ciclos, as atividades das duas frentes são realizadas ao mesmo tempo. É uma forma de trabalhar que pode levar a excelentes resultados.

No entanto, há forte demanda por alinhamento e esforço para conseguir metrificar ambos. O equilíbrio entre as duas frentes é a base para o sucesso nesse método e exige profissionais flexíveis com alta capacidade de atender demandas.

Ambidestria organizacional e a longevidade

Como mencionamos algumas vezes ao longo deste artigo, a ambidestria organizacional contribui consideravelmente para a longevidade do empreendimento. Esse balanço entre sustentação operacional e futuro leva à longevidade de companhias de diferentes segmentos. Estar com a visão de futuro e presente no foco permite adotar processos inovadores, porém, seguros.

Inovar é algo essencial para se manter na lógica do mercado atual. No entanto, é necessário resolver as demandas dos consumidores no presente enquanto se planeja o futuro.

Entender o que os clientes desejarão amanhã e se preparar é importante, mas também é relevante trabalhar com excelência no presente. O futuro não existirá sem um presente fortalecido e o presente não será totalmente bem utilizado se não olhar mais adiante. 

A ambidestria organizacional é o equilíbrio entre a excelência operacional do presente e o futuro!

José Roberto Marques

Sobre o autor: José Roberto Marques é referência em Desenvolvimento Humano. Dedicou mais de 30 anos a fim de um propósito, o de fazer com que o ser humano seja capaz de atingir o seu Potencial Infinito! Para isso ele fundou o IBC, Instituto que é reconhecido internacionalmente. Professor convidado pela Universidade de Ohio e Palestrante da Brazil Conference, na Universidade de Harvard, JRM é responsável pela formação de mais de 50 mil Coaches através do PSC - Professional And Self Coaching, cujo os métodos são comprovados cientificamente através de estudo publicado pela UERJ . Além disso, é autor de mais de 50 livros publicados.



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