Ser Livre… da REJEIÇÃO

Rejeição Ser Livre da Rejeição

 

Dentre as inúmeras decepções e sofrimentos que nos assolam ao longo da vida, a rejeição é uma ferida que vemos comumente no relato de muitas pessoas. Creio que seja impossível levar uma vida inteira livre de desapontamentos, incluindo a rejeição e o sentimento de rejeição — que nem sempre são a mesma coisa.

A rejeição é uma ferida da alma que, como uma planta, começa pequena e superficial, mas finca raízes profundas dentro das pessoas. Pessoas que sofrem dessa rejeição profunda, desse sentimento de não-pertencimento e não aceitação, desenvolvem uma gama de problemas seríssimos como culpa, vergonha, baixa autoestima, crenças de incapacidade e de não merecimento. Não é fácil lidar com a rejeição.

Mas todos que desejam alcançar um alto nível de maturidade e desenvolvimento pessoal precisam passar por essa experiência de enfrentamento mais cedo ou mais tarde. A rejeição pode acontecer em diversos contextos e situações que vão desde um abandono parental, como o de um pai ausente, até um “não” recebido de uma pessoa de quem se gosta.

Essas experiências, em geral, nos causam bastante sofrimento, desenvolvendo uma espécie de sentimento generalizado de rejeição. Um exemplo muito comum é a dificuldade de se aproximar de pessoas, de criar novos laços de amizade ou relacionamentos amorosos. O sentimento de rejeição é algo tão grave, que muitos indivíduos se sentem rejeitados antes mesmo de iniciar uma conversa com outras pessoas. Reconheço, e creio que você irá concordar comigo, que existem muitos casos em que ser aceito ou ser rejeitado não é algo que está sob nosso poder de controle.

Não podemos obrigar ninguém a corresponder aos nossos sentimentos ou a aceitar nossa presença. Um caso bastante comum, e que serve perfeitamente para ilustrar o que quero dizer, é o de jovens escritores que desejam publicar suas primeiras obras. Conseguir publicar uma obra em qualquer lugar do mundo não é tarefa fácil, e o Brasil não é exceção.

Exige muita resiliência, muito esforço, muito jogo de cintura e, acima de tudo, muita, mas muita insistência. A maioria dos escritores passa por uma série de rejeições no início da carreira antes de conseguirem publicar seus primeiros livros. Muitas vezes, um mesmo manuscrito é rejeitado por dezenas de editoras antes de ser finalmente publicado e se tornar um sucesso.

Será que isso aconteceria se o autor desistisse na primeira rejeição? Ora, com certeza não. Dois exemplos bastante significativos são os livros da série Harry Potter, da escritora J. K. Rowling, série esta que foi rejeitada por mais de dez editoras antes de ser publicada e de se tornar um verdadeiro clássico da literatura juvenil; também, o livro O Diário de Anne Frank, que foi rejeitado por quinze editoras antes de ser, enfim, publicado.

Atualmente reconhecemos o valor universal dessas obras, mas isso não seria possível caso as autoras tivessem simplesmente aceitado a rejeição. Quero dizer que, embora existam situações em que a nossa aceitação não depende inteiramente de nós, ainda assim podemos escolher não permitir que a rejeição nos defina. Não podemos desistir de tentar por medo de rejeição. Quando temos medo da rejeição, falhamos antes mesmo de tentar

Existem ainda outros casos, radicalmente tristes e comoventes, de crianças que são rejeitadas e abandonadas. Algumas passam por isso antes mesmo de nascerem. Muitas vezes, por uma gravidez indesejada, ou por problemas emocionais diversos, uma criança pode sentir e perceber que sua vinda ao mundo alterou significativamente a vida de todos ao seu redor.

Por mais que a família tente esconder algo da criança, acredite, elas sempre percebem. Pequenos sinais de indiferença, de frustração, de raiva, por menor que sejam, são projetados na criança antes mesmo que ela seja capaz de processar todas essas informações.

Situações desse tipo podem provocar feridas verdadeiramente profundas que marcam um sentimento de rejeição generalizado por toda a vida. Muitas crianças crescem com a percepção de que não são aceitas da forma como são, de que há algo errado com elas; sofrem com preocupações e responsabilidades que não estão prontas para assumir. Isso é um verdadeiro martírio para a autoestima de qualquer um.

Mas nada é definitivo!

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José Roberto Marques

Sobre o autor: José Roberto Marques é referência em Desenvolvimento Humano. Dedicou mais de 30 anos a fim de um propósito, o de fazer com que o ser humano seja capaz de atingir o seu Potencial Infinito! Para isso ele fundou o IBC, Instituto que é reconhecido internacionalmente. Professor convidado pela Universidade de Ohio e Palestrante da Brazil Conference, na Universidade de Harvard, JRM é responsável pela formação de mais de 50 mil Coaches através do PSC - Professional And Self Coaching, cujo os métodos são comprovados cientificamente através de estudo publicado pela UERJ . Além disso, é autor de mais de 50 livros publicados.



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