A Teoria de Maslow na Motivação Profissional

Pirâmide de Maslow

A Pirâmide de Maslow é dividida em cinco níveis de necessidades: Fisiológicas, Segurança, Amor/Relacionamento (necessidades sociais), Estima e Realização Pessoal.

 A piramide de Maslow é dividida em cinco níveis de necessidades: em sua base, estão as primárias, aquelas indispensáveis à vida. São elas as carências fisiológicas, ligadas à manutenção da saúde e bem-estar físicos. Na sequência, vêm as necessidades secundárias, relacionadas à segurança, relações sociais e estima. Por fim, ocupando o grau mais refinado que é o topo estão as necessidades de realização pessoal.
Explicando melhor cada uma,  as fisiológicas são as necessidades do corpo humano que incluem excreção, respiração, comida, água, sono e abrigo. Já segurança é a necessidade humana em se sentir seguro quanto a sua saúde, emprego, família e propriedade. As necessidades sociais são aquelas ligadas ao campo da afetividade e relacionamentos, o que inclui contato com a família, amigos e vida amorosa. Necessidades de estima dizem respeito tanto à autoestima e confiança, quanto às conquistas individuais. Por fim, realização pessoal engloba a criatividade, moralidade, solução de problemas, ausência de preconceitos e autovalorização.

Enquanto as necessidades primárias são aquelas que atendem ao indivíduos externamente, as secundárias incluem os fatores íntimos de cada um e estão ligadas aos sentimentos e manutenção da autoestima.

Como hierarquiza as necessidades de modo prático e lógico, a teoria de Maslow é considerada uma das principais formas de entender como funciona a motivação humana. Segundo essa tese, partindo das necessidades básicas, os indivíduos precisam satisfazer pelo menos parcialmente aquela do nível baixo para avançar para as do nível acima. O que determinará as prioridades das pessoas são as experiências vivenciadas em dado momento.

Mas, o que isso tem a ver com o mundo corporativo?

Tudo! Quando o ser humano não tem suas necessidades satisfeitas, isso afeta diretamente o seu comportamento de uma maneira negativa, o deixando desmotivado e improdutivo. Por esse motivo, a teoria de Maslow é uma das mais significativas para a psicologia organizacional. As áreas de gestão de pessoas e recursos humanos podem explorar essa pirâmide para entender como posicionar seus funcionários de uma maneira que eles fiquem satisfeitos e, automaticamente, produzam melhor e cresçam na empresa.

Necessidades humanas na teoria de maslow

Se o ser humano não tem suas necessidades satisfeitas isso acaba influenciando em sua vida profissional e pessoal

A principal conclusão da Teoria de Maslow é que os empregados precisam, primeiramente, de um salário que arque com as despesas mínimas de sobrevivência sua e de sua família. Quando conseguem satisfazer essa necessidade, precisam de outros incentivos que os motivem a desempenhar melhor as suas funções, como oportunidades de crescimento na empresa, bem como fatores que garantam a estabilidade e segurança no ambiente de trabalho. O topo da pirâmide é a necessidade de participar dos resultados da empresa e se sentir integrante efetivo de seu time. Caso isso não aconteça, mesmo a organização oferecendo benefícios materiais, os funcionários ainda se sentirão frustrados e não darão o seu melhor na busca por resultados extraordinários.

Nessa perspectiva, as necessidades de realização podem ser exteriorizadas por meio desejo do funcionário em demonstrar competência ou pela busca em obter status e reconhecimento. As pessoas que estão nesse grau da pirâmide aspiram por atividades profissionais que as desafiem a utilizar a suas habilidades, além de oportunidades em que manifestem a sua criatividade e convites para participar da elaboração de soluções e estratégias.

Para exemplificar isso, podemos citar um funcionário em início de carreira que somente quer ganhar experiência e manter as suas necessidades básicas. Se ele conseguir um trabalho que ofereça as circunstâncias e salário suficiente para isso, estará satisfeito. Já pessoas que têm uma certa estabilidade econômica tendem a procurar por empregos nos quais possam preencher outras carências, como satisfação pessoal, desenvolvimento profissional e pessoal e a sensação de autorrealização.

A aplicação da teoria da pirâmide de Maslow na administração do capital humano exige que a organização primeiramente identifique em que ponto da carreira o colaborador está e qual a sua necessidade, e isso vai desde compensação financeira até meios que os permitam ter criatividade e autonomia na realização de suas atividades, suprindo suas necessidades pessoais e sociais. Ao investir na motivação e realização de seus funcionários, a corporação garante uma equipe produtiva, eficaz, capaz de solucionar problemas e criar maneiras que  a façam se destacar ainda mais no mercado.

 

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