Nos acompanhe nas redes sociais

Viva em alta performance

Desperte o potencial infinito que existe dentro de você através do Coaching.

Escala de Hawkins

A Trilogia dos Selfs no Setting de Coaching Leitura Profunda do Cliente e Intervenções Precisas

A Trilogia dos Selfs no Setting de Coaching: Leitura Profunda do Cliente e Intervenções Precisas

Além da Escuta Ativa: A Leitura dos Três Selfs

O coaching convencional ensina a escuta ativa como competência fundamental do profissional. No Instituto Brasileiro de Coaching, vamos além: ensinamos a leitura dos Três Selfs, uma competência avançada que permite ao coach perceber não apenas o que o cliente diz, mas a partir de qual instância psíquica ele está falando. Esta leitura transforma completamente a qualidade da intervenção, pois permite ao profissional responder não ao conteúdo superficial do discurso, mas à necessidade real que está por trás das palavras.

A Psicologia Marquesiana postula que a mente humana é composta por três instâncias funcionais em constante interação. O Self 1, a Mente Racional, processa informações, analisa dados, constrói estratégias e busca controlar a realidade através da lógica. O Self 2, a Mente Emocional, carrega as memórias afetivas, as feridas, os medos e a capacidade de conexão. O Self 3, a Consciência Superior, acessa a sabedoria intuitiva, o propósito transcendente e a capacidade de integração. A dinâmica entre estas três instâncias determina em qual nível da Escala de Hawkins o cliente está operando e, consequentemente, qual tipo de intervenção será mais eficaz.

Na cartografia fenomenológica de Hawkins, que utiliza calibrações simbólicas de um a mil (e não frequências físicas em Hertz, como erroneamente popularizado), cada nível corresponde a uma configuração específica dos Três Selfs. Nos níveis abaixo de 200, o Self 2 está desregulado e o Self 1 está em modo de sobrevivência. Nos níveis entre 200 e 400, o Self 1 está assumindo progressivamente o controle de forma construtiva. Nos níveis acima de 400, o Self 3 começa a emergir como força integradora. E nos níveis acima de 500, o Self 3 assume a regência plena do sistema.

Identificando o Self 1 Dominante no Cliente

O cliente dominado pelo Self 1 apresenta características discursivas e comportamentais específicas que o coach treinado pelo IBC aprende a reconhecer. Ele fala predominantemente em termos de análise, dados, fatos e estratégias. Ele tende a intelectualizar as suas emoções em vez de senti las. Quando perguntado sobre o que sente, ele responde com o que pensa. Ele busca soluções racionais para problemas que são essencialmente emocionais. E ele pode demonstrar impaciência ou desconforto quando o coaching se aproxima de territórios emocionais ou espirituais.

Na Escala de Hawkins, este cliente pode estar operando no nível da Razão (400) se a dominância do Self 1 for funcional e equilibrada, ou no nível do Orgulho (175) se houver rigidez, necessidade de controle e desprezo pelas emoções. A diferença é crucial para a intervenção. No primeiro caso, o coach pode gentilmente convidar o cliente a integrar a dimensão emocional sem invalidar a sua racionalidade. No segundo caso, é necessário primeiro criar segurança suficiente para que o Self 2 possa emergir sem ser julgado ou suprimido.

As perguntas poderosas para este perfil incluem: O que você sente no corpo quando fala sobre isso? Se a sua emoção pudesse falar, o que ela diria? O que acontece quando você para de pensar e simplesmente permite sentir? Estas perguntas criam uma ponte entre o Self 1 e o Self 2, facilitando a integração que é necessária para a ascensão na escala.

Identificando o Self 2 Dominante no Cliente

O cliente dominado pelo Self 2 apresenta alta reatividade emocional, oscilações de humor, dificuldade de manter o foco racional e tendência a ser governado pelas suas feridas e pelos seus medos. Ele pode chorar facilmente, expressar raiva intensa, demonstrar ansiedade crônica ou oscilar entre estados emocionais extremos sem conseguir encontrar estabilidade. Na Escala de Hawkins, este cliente frequentemente opera nos níveis abaixo de 200: Vergonha (20), Culpa (30), Apatia (50), Medo (100) ou Raiva (150).

O coach que atende este perfil precisa, antes de qualquer intervenção técnica, criar um campo de segurança psicológica absoluta. O Self 2 só se revela e se permite ser curado quando sente que não será julgado, criticado ou apressado. A presença amorosa e paciente do coach, ancorada no seu próprio Self 3, é frequentemente a intervenção mais poderosa nestes momentos. Não é o que o coach diz que cura, mas a qualidade do campo que ele sustenta.

As 7+2 Dores da Alma (Rejeição, Abandono, Traição, Injustiça, Humilhação, Fracasso, Abusos, Desconexão de si mesmo e Falta de sentido da vida) são as feridas específicas que mantêm o Self 2 em estado de desregulação. O coach formado pelo IBC aprende a identificar qual dor está ativa e a aplicar as ferramentas de ressignificação adequadas para cada uma, sempre respeitando o ritmo do cliente e nunca forçando uma cura que o sistema ainda não está pronto para integrar.

Facilitando a Emergência do Self 3

O momento mais precioso do coaching é quando o Self 3 do cliente começa a emergir. Isto se manifesta como insights súbitos, conexões inesperadas entre experiências aparentemente desconectadas, senso de propósito renovado, compaixão natural por si mesmo e pelos outros, e uma qualidade de presença que é visivelmente diferente dos estados anteriores. Na Escala de Hawkins, estes momentos correspondem aos níveis acima de 400, com picos no nível 500 do Amor e no nível 540 da Alegria.

O papel do coach nestes momentos é paradoxalmente simples e profundamente difícil: não interferir. A tentação de comentar, de validar, de explicar ou de direcionar pode interromper o fluxo natural da sabedoria interior que está emergindo. O coach deve simplesmente sustentar o espaço com presença silenciosa e amorosa, permitindo que o Self 3 do cliente se expresse plenamente sem interrupção. Este é o momento onde a verdadeira transformação acontece, onde novos significados são criados, onde velhas feridas são integradas e onde o propósito de vida se revela com clareza cristalina.

A Meditação Marquesiana, quando integrada ao processo de coaching, facilita enormemente a emergência do Self 3. Momentos de silêncio meditativo durante a sessão, visualizações guiadas e exercícios de respiração consciente criam as condições neurológicas e psicológicas para que a consciência superior se manifeste. O coach que domina estas ferramentas possui um repertório de intervenções que vai muito além do diálogo verbal convencional.

A Integração dos Três Selfs como Objetivo do Processo

O objetivo final do coaching marquesiano não é fortalecer um Self em detrimento dos outros, mas facilitar a integração harmoniosa dos três sob a regência sábia do Self 3. Um sistema integrado é aquele onde o Self 1 oferece clareza e estratégia, o Self 2 oferece sensibilidade e conexão, e o Self 3 oferece sabedoria e propósito, todos operando em harmonia e complementaridade.

Na Escala de Hawkins, a integração plena corresponde aos níveis acima de 500, onde o Amor incondicional permeia todas as dimensões da experiência. O cliente integrado não é perfeito nem isento de desafios. Ele é alguém que possui a maestria interna para navegar os desafios da vida a partir de um centro estável de amor, sabedoria e propósito. Ele não é mais governado pelas suas feridas nem limitado pelas suas defesas. Ele é livre para responder à vida com a totalidade do seu ser.

Ferramentas Práticas para a Leitura dos Três Selfs

O IBC oferece ao coach em formação um conjunto de ferramentas práticas para a leitura dos Três Selfs no setting de coaching. A primeira é a observação da linguagem corporal: o Self 1 dominante tende a manifestar se em postura rígida, gestos contidos e expressão facial controlada. O Self 2 dominante manifesta se em maior expressividade corporal, tensão nos ombros e no peito, e movimentos mais fluidos ou agitados. O Self 3 emergente manifesta se em relaxamento natural, respiração profunda e uma qualidade de presença que é palpável no ambiente.

A segunda ferramenta é a análise do vocabulário utilizado pelo cliente. O Self 1 fala em termos de análise, dados, estratégia e controle. O Self 2 fala em termos de sentimentos, memórias, medos e desejos. O Self 3 fala em termos de propósito, conexão, sabedoria e serviço. O coach treinado aprende a identificar estas nuances linguísticas e a utilizá las como indicadores do estado interno do cliente.

A terceira ferramenta é a atenção à qualidade energética do campo. O coach que desenvolveu a sua própria sensibilidade através da Meditação Marquesiana é capaz de perceber mudanças sutis na energia do ambiente quando o cliente transita entre os Selfs. Esta percepção não é mística; é o resultado do desenvolvimento da inteligência interoceptiva, a capacidade de perceber sinais internos e externos com maior acuidade.

A Supervisão como Espaço de Desenvolvimento Contínuo

O IBC recomenda que todo coach mantenha um processo de supervisão regular ao longo da sua carreira. A supervisão não é um sinal de fraqueza ou de incompetência. É um espaço sagrado onde o profissional pode processar as suas próprias reações aos clientes, identificar pontos cegos, aprofundar a sua compreensão dos Três Selfs e continuar a sua própria jornada de elevação na Escala de Hawkins.

Na supervisão, o coach pode explorar momentos onde sentiu dificuldade em manter a presença, onde as suas próprias dores foram ativadas pelo conteúdo do cliente ou onde não soube qual intervenção aplicar. Estes momentos de vulnerabilidade profissional são oportunidades de ouro para o crescimento, pois revelam as áreas onde o próprio coach ainda precisa de cura e de desenvolvimento.

O IBC forma coaches capazes de facilitar esta integração com maestria, sensibilidade e profundidade. Cada sessão é uma oportunidade de servir à evolução da consciência humana, um ato sagrado de amor e de compromisso com o potencial infinito que habita em cada ser humano. Esta é a excelência que buscamos e que nos diferencia como instituto de formação.

Você também vai gostar de ler...