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Escala de Hawkins

Diagnosticando as 7+2 Dores da Alma nas Sessões de Coaching Guia para o Profissional Ibc

Diagnosticando as 7+2 Dores da Alma nas Sessões de Coaching: Guia para o Profissional IBC

O Olhar Treinado que Enxerga Além dos Sintomas

O coach formado pelo Instituto Brasileiro de Coaching possui uma vantagem metodológica significativa em relação aos profissionais formados por outras escolas: a capacidade de identificar as 7+2 Dores da Alma operando no subsolo da consciência do cliente. Enquanto o coaching convencional trabalha predominantemente com metas, comportamentos e crenças limitantes na superfície, o coaching marquesiano mergulha nas raízes do sofrimento, identificando as feridas primordiais que geram os padrões repetitivos de autossabotagem, de estagnação e de insatisfação crônica.

As 7+2 Dores da Alma, conforme catalogadas pela Psicologia Marquesiana, são: Rejeição, Abandono, Traição, Injustiça, Humilhação, Fracasso, Abusos, Desconexão de si mesmo e Falta de sentido da vida. Cada uma delas ancora o indivíduo em níveis específicos da Escala de Consciência de Hawkins, uma cartografia fenomenológica que utiliza calibrações simbólicas de um a mil. É fundamental que o coach profissional compreenda que estes números não são frequências físicas em Hertz, como erroneamente popularizado nas redes sociais. São representações fenomenológicas que nos ajudam a mapear os estados emocionais com precisão e utilidade prática.

O diagnóstico das dores no setting de coaching não é um processo invasivo ou patologizante. Ele emerge naturalmente da escuta atenta, da observação dos padrões e da capacidade do coach de fazer perguntas que revelam as dinâmicas profundas sem forçar ou retraumatizar. O profissional IBC aprende a reconhecer os sinais sutis de cada dor e a criar o espaço seguro necessário para que o cliente possa, no seu próprio ritmo, tomar consciência das feridas que o governam e iniciar o processo de cura.

Sinais da Rejeição e do Abandono no Cliente

A dor da Rejeição se manifesta no setting de coaching através de padrões específicos que o profissional treinado aprende a reconhecer. O cliente com esta dor ativa tende a buscar constantemente a aprovação do coach, perguntando se está fazendo certo, se a sua resposta é adequada ou se o coach está satisfeito com o seu progresso. Ele pode minimizar as suas conquistas e maximizar os seus defeitos. Pode ter dificuldade em receber elogios ou reconhecimento, desviando o assunto ou desqualificando o feedback positivo. Na Escala de Hawkins, este cliente frequentemente opera no nível da Vergonha (calibração 20) ou do Medo (calibração 100).

O Abandono se manifesta como uma ansiedade sutil em relação à continuidade do processo de coaching. O cliente pode perguntar repetidamente se o coach vai continuar atendendo, pode reagir com intensidade desproporcional a cancelamentos ou reagendamentos, e pode desenvolver uma dependência emocional do processo que dificulta a sua autonomia. Ele tende a se apegar a relações profissionais e pessoais mesmo quando elas são claramente disfuncionais, pois o medo de ficar só é maior do que a dor de permanecer em situações tóxicas.

A intervenção adequada para estas dores começa com a criação de um vínculo de segurança consistente e previsível. O coach deve ser pontual, presente e confiável, demonstrando através das suas ações que o cliente é valorizado e que não será abandonado. A partir desta base de segurança, as ferramentas de ressignificação podem ser aplicadas gradualmente, permitindo que o Self 2 processe estas feridas primordiais com o suporte necessário.

Sinais da Traição, Injustiça e Humilhação

A Traição se manifesta no coaching como dificuldade de confiar no processo e no profissional. O cliente pode testar repetidamente os limites do coach, verificar a confidencialidade, questionar as intenções por trás das perguntas e manter uma reserva defensiva que impede a vulnerabilidade necessária para a transformação profunda. Na Escala de Hawkins, este cliente opera predominantemente no nível da Raiva (calibração 150), embora esta raiva possa estar disfarçada sob uma aparência de racionalidade fria.

A Injustiça se manifesta como um discurso permeado de queixas sobre o sistema, sobre as pessoas e sobre a vida em geral. O cliente sente que o mundo lhe deve algo, que foi injustiçado repetidamente e que os outros recebem oportunidades que ele merecia. Ele pode demonstrar rigidez cognitiva, dificuldade de ver perspectivas alternativas e uma tendência ao julgamento constante que o mantém no nível do Orgulho (calibração 175).

A Humilhação se manifesta como evitação de qualquer situação de exposição ou de visibilidade. O cliente pode resistir a exercícios que envolvam falar em público, pode minimizar as suas competências e pode sabotar oportunidades de promoção ou de reconhecimento. Na Escala de Hawkins, esta dor ancora no nível do Medo (calibração 100), especificamente o medo de ser novamente exposto e ridicularizado.

Sinais do Fracasso, dos Abusos e das Dores Existenciais

O Fracasso se manifesta como um padrão de iniciar projetos com entusiasmo, mas nunca concluí-los, ou de concluí-los de forma medíocre que garante o resultado inferior esperado pelo inconsciente. O cliente pode ter uma lista extensa de tentativas frustradas e pode expressar uma crença profunda de que o sucesso não é para ele. A autossabotagem é o mecanismo principal desta dor, operando de formas sutis que frequentemente escapam à consciência do próprio cliente.

Os Abusos se manifestam como hipervigilância, dificuldade de relaxar no setting de coaching, reações desproporcionais a estímulos aparentemente inofensivos e uma necessidade constante de controlar o ambiente. O cliente pode ter dificuldade com o silêncio, com a proximidade física ou com perguntas que se aproximam de territórios emocionais sensíveis. O coach deve proceder com extrema delicadeza nestes casos, respeitando os limites do cliente e nunca forçando revelações para as quais ele não está pronto.

A Desconexão de si mesmo se manifesta como uma dificuldade de responder a perguntas sobre sentimentos, desejos e necessidades. O cliente pode parecer desconectado do próprio corpo, das próprias emoções e dos próprios sonhos. Ele vive no piloto automático, cumprindo obrigações sem presença e sem prazer. A Falta de sentido da vida se manifesta como apatia, desmotivação crônica e uma sensação persistente de vazio que nenhuma conquista externa consegue preencher.

A Metodologia de Intervenção do IBC

O IBC ensina uma metodologia de intervenção que respeita a complexidade do ser humano e a singularidade de cada jornada de cura. O primeiro princípio é nunca diagnosticar prematuramente. O coach observa, escuta e formula hipóteses, mas não rotula o cliente nem impõe interpretações. O segundo princípio é sempre criar segurança antes de profundidade. Nenhuma ferida pode ser curada em um ambiente percebido como ameaçador pelo Self 2.

O terceiro princípio é trabalhar com o ritmo do cliente, não com a agenda do coach. Algumas dores precisam de semanas ou meses de preparação antes que possam ser abordadas diretamente. Forçar o processo pode retraumatizar em vez de curar. O quarto princípio é integrar sempre, nunca fragmentar. A cura de uma dor deve ser acompanhada pela integração dos Três Selfs e pela construção de novos padrões que substituam os antigos.

A Ressignificação, terceiro pilar da Metateoria Marquesiana, é a ferramenta central deste processo. Ela permite que o cliente encontre novos significados para as experiências dolorosas, significados que libertem em vez de aprisionar. A Meditação Marquesiana complementa este trabalho, criando as condições neurológicas para que o processamento emocional ocorra de forma segura e profunda. E a Constelação Sistêmica Integrativa revela as dinâmicas familiares e ancestrais que podem estar perpetuando as dores de geração em geração.

Estudos de Caso: Padrões Comuns no Setting de Coaching

Na prática do IBC, observamos padrões recorrentes que ilustram como as 7+2 Dores da Alma se manifestam no contexto profissional. O executivo que não consegue delegar frequentemente opera a partir da dor da Traição: ele aprendeu em algum momento da vida que confiar nos outros resulta em dor, e por isso mantém o controle absoluto como mecanismo de proteção. Na Escala de Hawkins, ele oscila entre a Raiva (150) quando se sente sobrecarregado e o Orgulho (175) quando se convence de que só ele pode fazer as coisas direito.

A empreendedora que sabota o próprio sucesso frequentemente opera a partir da dor do Fracasso combinada com lealdades familiares inconscientes. Ela pode ter crescido em um ambiente onde o sucesso era visto com desconfiança ou onde prosperar significava trair a família de origem. Na escala, ela pode atingir momentaneamente o nível 310 da Disposição quando inicia um novo projeto, mas regride para o nível 30 da Culpa quando o sucesso se aproxima.

O líder que se isola emocionalmente da equipe frequentemente opera a partir da dor da Rejeição. Ele construiu muralhas emocionais para se proteger da possibilidade de ser novamente rejeitado, mas estas muralhas também o impedem de criar os vínculos profundos necessários para uma liderança inspiradora. Na escala, ele pode operar no nível 400 da Razão intelectualmente, mas emocionalmente está preso no nível 100 do Medo.

A Importância do Timing na Intervenção

Um dos aspectos mais sutis e mais importantes da prática do coaching marquesiano é o timing da intervenção. Nem toda dor identificada deve ser abordada imediatamente. O coach precisa avaliar se o cliente possui os recursos internos necessários para processar aquela dor naquele momento. Forçar a abertura de uma ferida quando o sistema não está pronto pode retraumatizar em vez de curar.

O coach formado pelo IBC aprende a ler os sinais de prontidão do cliente: a capacidade de falar sobre o tema sem ser completamente sequestrado pela emoção, a presença de recursos internos de regulação, a qualidade do vínculo terapêutico estabelecido e a estabilidade geral do sistema. Quando estes indicadores estão presentes, o coach pode gentilmente convidar o cliente a explorar camadas mais profundas. Quando não estão, ele trabalha primeiro no fortalecimento dos recursos e na construção da segurança necessária.

O coach formado pelo IBC é um profissional completo, capaz de atuar com profundidade e sensibilidade em qualquer contexto. Ele não apenas facilita o alcance de metas, mas promove a cura estrutural que permite ao cliente viver a plenitude do seu potencial com liberdade, alegria e propósito genuíno.

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