Entenda o que é análise transacional e o programa de melhoria continua

Análise Transacional

A análise transacional estuda a forma como as pessoas pensam, sentem, agem e se relacionam

 

Em praticamente todas as situações da vida, estamos rodeados de pessoas e, muitas vezes, dependemos do outro para obter crescimento tanto pessoal, quanto profissional. Manter um bom relacionamento interpessoal, no entanto, nem sempre é fácil. Apesar de ser uma conexão que pode trazer alegria, também pode trazer dificuldades, pois exige constante compreensão para lidar com a opinião e comportamento daqueles com quem precisamos manter contato e, ao mesmo tempo, demanda muito controle sobre nossos próprios sentimentos e atitudes.

Pode parecer que não, mas o autoconhecimento ajuda a estabelecer conexões com as pessoas de forma mais positiva e duradoura, além de garantir trocas que auxiliem no desenvolvimento de todos os envolvidos. Esses benefícios podem ser verificados em qualquer situação da vida, desde o trabalho até o âmbito familiar. Ao se conhecer melhor, é possível aprender a identificar, analisar e alterar comportamentos que estejam afetando a sua relação com o próximo, a conferir se têm transmitido adequadamente as suas ideias e até mesmo a corrigir problemas de comunicação que eventualmente têm gerado conflitos.

Algumas técnicas psicológicas são efetivas na busca pelo autoconhecimento, como é o caso da análise transacional. O objetivo dessa teoria é analisar e estudar pensamentos, sentimentos e comportamento das pessoas diante das trocas de estímulos e respostas obtidas durante o contato entre elas. Para saber mais sobre essa técnica é só continuar lendo o texto!

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Breve histórico e conceito da análise transacional

A análise transacional foi criada pelo médico e psiquiatra naturalizado americano Eric Berne, no final da década de 1950. Trata-se de uma teoria da personalidade e uma psicoterapia sistêmica que tem como objetivo o crescimento e a mudança pessoal. Os seus resultados contribuem com alterações significativas nos comportamentos, sentimentos e pensamentos do paciente e por esse motivo é encarada como filosofia de vida.

Essa área de estudo recebeu esse nome porque Berne começou a se interessar pela relação entre as pessoas e a troca de estímulos e respostas (transações) que resultam desse contato. Ele também considerava que todos nascem com o potencial de ser feliz, ter sucesso e de manter relacionamentos de qualidade. No entanto, essa capacidade é limitada na medida em que os indivíduos agem de acordo com as expectativas de terceiros, como a dos pais, por exemplo.

As suas pesquisas eram baseadas na observação das atitudes de seus pacientes e na conduta humana como um todo. Tudo isso porque o estudioso desconsiderava teorias que não pudessem ser demonstradas ou comprovadas na prática.

Como a análise transacional é aplicada

A análise transacional estuda a forma como as pessoas pensam, sentem, agem e se relacionam. Ela se tornou um método muito eficaz para compreender o ser humano e propor soluções preventivas e transformadoras. Para isso, utiliza de instrumentos que permitem aos indivíduos conhecerem melhor o seu funcionamento interno e o dos outros. Isso contribui para que compreendam melhor os seus relacionamentos e percebam aquilo que deve ser alterado para melhorá-los. É um processo de constante evolução.

A teoria trabalha basicamente tentando recuperar as capacidades inatas ao ser humano que são perdidas de acordo com as suas vivências e situações estressantes e traumáticas sofridas principalmente durante a infância. Dessa forma, utilizam-se dos conceitos de Estado de Ego, aliados ao conhecimento da história pessoal do indivíduo e ao seu comportamento.

Os Estados de Ego constituem o sistema de sentimentos de cada indivíduo, representando a sua estrutura interna ou personalidade. A teoria considera que essa estrutura é composta de partes, designadas de Estado de Ego Pai, Estado de Ego Adulto e Estado de Ego Criança. Esses conceitos são considerados para colocar limites ao comportamento do indivíduo com relação ao outro.

Quando assumimos o Ego Pai, esperamos que o receptor utilize o Ego Criança, sendo que o emissor toma uma posição de controle da situação, enquanto o receptor estará submisso. Nas situações contrárias, na quais o Ego Criança é assumido por quem comunica, espera-se do receptor o Ego Pai. Nesse caso, o emissor busca uma relação permissiva, de proteção e cumplicidade.

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Quando se estabelece uma comunicação com o Ego Adulto, surge a reciprocidade da outra parte. Ou seja, constitui-se uma relação nivelada na comunicação. Esse procedimento é o ideal para relações de trabalho. Nesse sentido, quando compreendemos a maneira de nos comunicar, assim como os diferentes egos, passamos a realizar uma comunicação mais assertiva, uma vez que transmitiremos os nossos sentimentos e emoções de forma a ser entendida pelo receptor.

Como modelo de aprendizagem, a análise transacional é realizada por meio de um contrato entre o terapeuta e o cliente. Nessa perspectiva, é o próprio paciente que coloca aquilo que deseja mudar na sua vida e o terapeuta deve apenas aceitar o desafio de ajudá-lo. As sessões pretendem contribuir para que o indivíduo alcance a autonomia de vida, usufruindo de melhor controle de seus sentimentos, pensamentos e comportamentos, além de tornar-se mais apto para identificar e abdicar de atitudes que o estejam atrapalhando de alguma forma.

A análise transacional faz parte de um programa de melhoria contínua, sendo que quanto mais você se conhece, mais habilidades de como utilizar sua comunicação terá e estará em constante aprimoramento. Essa teoria pode ser aplicada principalmente em locais e situações em que o relacionamento interpessoal é fundamental, como é o caso do ambiente corporativo.

A psicologia positiva

Ainda no ramo da psicologia, é interessante eu citar o Martin Seligman, que é professor da Universidade da Pensilvânia, psicólogo, ex-presidente da Associação Americana de Psicologia e estudiosos ativo da área da psicologia positiva.

A meta dessa área de pesquisa é compreender quais são os aspectos positivos que os seres humanos apresentam. De acordo com Martin Seligman, um indivíduo precisa dos seguintes pontos para viver bem e feliz:

  • Emoções positivas;
  • Engajamento e fluidez;
  • Relacionamentos construtivos;
  • Motivação e propósito.

No Instituto Brasileiro de Coaching (IBC) há uma formação que usa a psicologia positiva como base para a construção do conteúdo e dos ensinamentos práticos e teóricos. De acordo com o master coach senior José Roberto Marques, fundador e presidente do IBC, essa formação é “a união poderosa da mais moderna vertente da psicologia aliado ao processo mais eficaz para desenvolver pessoas”.

Assim como a análise transacional, a psicologia positiva busca pelos pontos favoráveis na vida do indivíduo para que eles evoluam e se destaquem cada vez mais. Isso não significa que ambas as áreas de estudo irão esquecer os pontos fracos. Esses itens serão trabalhados como características que precisam de um tratamento especial: um desenvolvimento com acompanhamento e com objetivo diferente. Neste caso é preciso entender se é possível transformar a fraqueza em força ou se é possível minimizar o fator sabotador para que não atrapalhe tanto o dia a dia.

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Conte-me nos comentários se você já conhecia ou se tem dúvidas e comentários a respeito da análise transacional e a psicologia positiva!

 

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José Roberto Marques

Sobre o autor: José Roberto Marques é referência em Desenvolvimento Humano. Dedicou mais de 30 anos a fim de um propósito, o de fazer com que o ser humano seja capaz de atingir o seu Potencial Infinito! Para isso ele fundou o IBC, Instituto que é reconhecido internacionalmente. Professor convidado pela Universidade de Ohio e Palestrante da Brazil Conference, na Universidade de Harvard, JRM é responsável pela formação de mais de 50 mil Coaches através do PSC - Professional And Self Coaching, cujo os métodos são comprovados cientificamente através de estudo publicado pela UERJ . Além disso, é autor de mais de 50 livros publicados.



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