O que é inteligência coletiva?

Inteligência coletiva

Entenda mais a respeito do conceito de Inteligência Coletiva proposto pelo filósofo e sociólogo francês Pierre Lévy

Quando falamos em inteligência, quase sempre pensamos em um indivíduo que se expressa bem, que tem conhecimentos sobre diferentes temas e que encontra soluções para problemas com certa facilidade. No entanto, o conceito pode ser mais abrangente do que apenas o conjunto de saberes de uma única pessoa.

Existe também o conceito de inteligência coletiva. Você já ouviu falar nele? Tem alguma noção do que possa significar? Imagina qual seja a sua importância para o desenvolvimento da humanidade no mundo contemporâneo? Se a resposta para algum desses questionamentos for “não”, continue a leitura deste artigo e saiba tudo sobre o tema.

Entendendo o conceito de “inteligência coletiva”

O filósofo e sociólogo francês Pierre Lévy é o principal responsável pela construção e disseminação do conceito. Segundo ele, a inteligência coletiva é o conjunto de saberes compartilhados pela memória, pela percepção e pela imaginação, resultando na aprendizagem coletiva e na troca de conhecimentos.

Esse termo parte do princípio básico de que todo ser humano tem algum conhecimento, mas que nenhum ser humano possui todo o conhecimento. Dessa forma, a sociedade como um todo só se fortalece quando cada indivíduo encontra um meio de compartilhar aquilo que sabe com os seus semelhantes. Quando os saberes de cada um se juntam, forma-se o capital intelectual coletivo.

Assim, a inteligência coletiva é toda forma de pensar e compartilhar os seus conhecimentos por meio de recursos mecânicos como a internet. Nesse exemplo, podemos considerar o site Wikipédia, que tem conteúdos construídos pelos próprios usuários que interagem e acessam a página, como um exemplo de inteligência coletiva.

A inteligência coletiva, portanto, é um princípio em que as inteligências individuais são somadas e compartilhadas por um grupo de pessoas ou pela sociedade como um todo. Trata-se de um conceito que foi potencializado e que ganhou muita força a partir do desenvolvimento de novas tecnologias de comunicação.

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A inteligência coletiva e a evolução da humanidade

A evolução do homem foi possível graças às habilidades que foram desenvolvidas ao longo do tempo, tais como:

  • Construção de diálogos, que compreendem um mundo de significados;
  • Capacidade de contar histórias e perceber o tempo;
  • Organização dos pensamentos e estabelecimento de uma relação entre causas e efeitos.

Quando contamos uma história a alguém, as pessoas guardam o que foi narrado, e esse conhecimento será somado ao acervo da humanidade. Isto é a inteligência coletiva: uma forma de estabelecer uma boa gestão de conhecimento.

A oralidade foi, por muito tempo, a única maneira de propagar esse conhecimento coletivo. Quando o homem desenvolveu a capacidade de se comunicar por meio de sua voz, isso representou o grande ponto de virada, que facilitou a circulação das informações.

Com o passar do tempo, a escrita ganhou importância nesse sentido. O que se fala e que se ouve pode ser esquecido, mas o que se registra num meio material (como uma pedra ou um papel) fica fielmente preservado com o passar do tempo, além de estar mais acessível a quantidades maiores de pessoas.

Com o desenvolvimento da escrita e com a invenção da imprensa, a disseminação da informação ficou muito mais fácil. O desenvolvimento dos jornais, dos livros e das enciclopédias permitiu que a população escolarizada pudesse aprender sobre diferentes temas. Assim, o conhecimento de pessoas de diferentes áreas pôde ser compartilhado com a humanidade em geral.

Hoje em dia, a internet tem ocupado o principal posto de disseminação do conhecimento coletivo. Por meio dela, notícias e saberes de diferentes áreas circulam pelo mundo inteiro em tempo real. Tempo e espaço, que antes eram obstáculos à circulação do conhecimento, foram praticamente anulados. Não à toa, o ciberespaço tem sido importante objeto de estudo de Pierre Lévy. Blogs, sites e fóruns atuam como as principais plataformas digitais de inteligência coletiva.

Subdivisões da inteligência coletiva

De acordo com as pesquisas de Pierre Lévy, é correto dizer que a inteligência coletiva pode ser subdividida em três áreas: a inteligência técnica, a inteligência conceitual e a inteligência emocional.

A inteligência técnica consiste na compreensão dos objetos e do mundo concreto, como é o caso da engenharia — área do saber que planeja, projeta, constrói e reconstrói o mundo. A inteligência conceitual, por sua vez, corresponde à compreensão de conceitos abstratos, mas que também impactam a vida, como é o caso das artes e da matemática. Por fim, a inteligência emocional engloba a compreensão e a administração dos sentimentos — o que permite que relações humanas sejam construídas com base na confiança, no direito, na moral e na ética.

Assim, o capital intelectual coletivo é o somatório dos avanços obtidos pela humanidade em cada uma dessas áreas do saber. Ele subdivide-se em capital técnico, capital cultural e capital social.

O capital técnico se refere a tudo aquilo que existe e que materializa as ideias, ou seja, todos os objetos existentes. O capital cultural representa o conhecimento mais abstrato da humanidade, preservado por gerações, por meio dos livros, das enciclopédias e da internet. O capital social, por sua vez, consiste no vínculo de cooperação e de colaboração que permite que esses saberes sejam aprendidos e ensinados por todos os indivíduos.

A importância da inteligência coletiva

A inteligência coletiva é uma forma de valorização das capacidades individuais, que coloca em sinergia os indivíduos por meio da tecnologia e permite que eles compartilhem o que a humanidade possui de mais poderoso: o conhecimento.

As práticas de inteligência coletiva têm uma considerável influência sobre as formas de distribuição, acesso e construção do conhecimento em ambientes digitais. Estimular a inteligência coletiva em seu local de trabalho é uma ótima forma de construir um acervo de informações úteis para serem aplicadas no dia a dia.

Por inteligência, não se entende apenas o conhecimento científico, mas tudo aquilo que, de alguma maneira, pode ser útil e promover mudanças na vida em sociedade. A espiritualidade, a política e a arte também são elementos inerentes à vida humana e que, portanto, constituem um capital intelectual.

A inteligência individual torna-se coletiva quando cada pessoa, dentro das particularidades de sua vida e de sua visão de mundo, compartilha os seus saberes com o outro. Esse processo facilita a vida das pessoas, já que o somatório de diferentes saberes produz um grupo forte e capacitado. Para que isso ocorra, portanto, é necessário haver um espírito de cooperação.

Além disso, é importante ressaltar a importância das mídias nesse sentido. Livros, revistas, televisão, rádio, jornais e internet são as tecnologias por meio das quais a humanidade consegue preservar e propagar a inteligência coletiva. Cabe agora a cada um de nós promover um debate saudável de ideias e extrair de cada interação o que for possível de aprendizados construtivos para as nossas vidas.

E você? Concorda com essa teoria? Deixe o seu comentário no espaço abaixo e cite o que você faz para desenvolver a inteligência coletiva dentro da organização em que se encontra. Por fim, faça o que a inteligência coletiva necessita: não se esqueça de compartilhar este artigo por meio das suas redes sociais. Leve esta reflexão a todos os seus amigos, colegas, familiares e a quem mais possa se beneficiar deste conteúdo.

Imagem: Por Zapp2Photo

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José Roberto Marques

Sobre o autor: José Roberto Marques é referência em Desenvolvimento Humano. Dedicou mais de 30 anos a fim de um propósito, o de fazer com que o ser humano seja capaz de atingir o seu Potencial Infinito! Para isso ele fundou o IBC, Instituto que é reconhecido internacionalmente. Professor convidado pela Universidade de Ohio e Palestrante da Brazil Conference, na Universidade de Harvard, JRM é responsável pela formação de mais de 50 mil Coaches através do PSC - Professional And Self Coaching, cujo os métodos são comprovados cientificamente através de estudo publicado pela UERJ . Além disso, é autor de mais de 50 livros publicados.



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