Arquétipos – O que são e como se aplicam?

A palavra arquétipo parece representar um conceito complexo que, embora seja denso, é possível ser compreendido através de explicações gerais. Arquétipos são como impressões que as pessoas, inconscientemente, possuem a respeito de algo ou alguém e que influenciam sonhos, fantasias e até seu comportamento.

Quer saber mais a respeito do assunto? Continue a leitura e fique por dentro desse aspecto tão interessante da psicologia.

O que são Arquétipos?

Cada indivíduo tem suas vivências e, a partir delas, forma imagens em sua mente, ou seja, percepções sobre o que vê. O psiquiatra Carl Gustav Jung percebeu, através de estudos e observação, que existe uma estrutura semelhante em relação a essas imagens, como, por exemplo, a figura materna, que é vista como amorosa e cuidadosa, assim como pessoas mais velhas, que são consideradas sábias.

Uma forma mais simples de entender o que são arquétipos é considerando os animais. Quando pensamos no leão, logo imaginamos uma figura forte, destemida, o rei da selva. A águia, por sua vez, é vista como um ser com uma visão fantástica e que, por isso, é usada como sinônimo de liderança e independência. Já a cobra é considerada traiçoeira, porque anda sorrateiramente até encontrar uma presa e dar o bote sem que ela perceba.

Veja que cada animal é um símbolo de um tipo de comportamento, o que é tão forte em nossa mente que muitas vezes os usamos para nos referir a outras pessoas, como quando dizemos que alguém tem visão de águia ou que é uma cobra venenosa por ter uma atitude negativa, por exemplo. São aspectos que simplesmente pensamos, sem nos dar conta de como surgiram, o que acontece porque vêm do nosso inconsciente.

Ao longo de um dia, temos contato com uma série de símbolos que trazem consigo os arquétipos. Seja no trabalho, conversando com alguém ou vendo uma propaganda, eles estão sempre ali, trocando informações com a nossa mente e reforçando essas ideias, mesmo que não nos demos conta. Por isso, conhecer esse conceito é importante, para evitar que sejamos manipulados por essas ideias.

Resumindo, um arquétipo é um modelo ideal, um conjunto de crenças, características, informação e energia que determinam as regras que a nossa mente irá seguir. Cada um de nós vive um arquétipo e ele molda quem somos, incluindo as emoções e sentimentos que experimentamos, os pensamentos que temos e, consequentemente, as nossas atitudes.

Já aconteceu de você ler uma história que se passou há muitos anos e, de repente, se identificar com o personagem? Isso ocorre exatamente por conta dos arquétipos, como eles fazem parte do inconsciente coletivo, já existiam no passado e continuam se repetindo no presente. Nesse sentido, é realmente possível que alguém que vive atualmente esteja baseando sua vida no mesmo arquétipo de alguém que viveu séculos atrás.

Os 12 Arquétipos de Jung

A partir de seus estudos, Jung chegou a uma lista de 12 arquétipos, ou seja, 12 modelos que definam a forma de ser das pessoas e, até mesmo, de empresas. São símbolos que fazem parte do inconsciente coletivo, veja quais são.

1 – O criador

Tem como lema de vida que tudo aquilo que pode imaginar, é capaz de realizar. Tem como desejo criar coisas que possuam um valor duradouro e seu maior medo é ser apenas mais um em meio à multidão. Este arquétipo também é chamado de artista, inventor, inovador, músico, escritor ou sonhador.

Pontos fortes: criatividade e imaginação.

Limitações: excesso de perfeccionismo.

2 – O governante

Alguém que exerce poder e que gosta de ter controle sobre as coisas em qualquer área. Seu maior medo é ser derrubado e perder o poder. Também conhecido como chefe, líder, aristocrata, rei / rainha, político, modelo, gerente ou administrador.

Pontos fortes: liderança e responsabilidade.

Limitações: excesso de autoritarismo, o que gera uma grande dificuldade em delegar tarefas.

3 – O cuidador

Seu grande desejo é ajudar as outras pessoas e, por isso, teme quando uma situação delicada se aproxima, porque deseja sempre o melhor para todos. É alguém que ama o próximo como a si mesmo e que tem medo de situações de egoísmo e ingratidão por parte de terceiros. Também é conhecido como santo, altruísta, pai, ajudante e apoiador.

Pontos fortes: generosidade e compaixão.

Limitações: fraqueza e os riscos de ser explorado por aproveitadores.

4 – O indivíduo comum

É aquela pessoa que deseja pertencer a um grupo e que não gosta de ser diferente. Seu maior desejo é se conectar com os demais e, por isso, teme ser deixada de lado. Este arquétipo também é conhecido como o velhinho bondoso, o bom vizinho, o realista, o trabalhador e o cidadão de bem.

Pontos fortes: empatia e forte senso de realidade.

Limitações: tende a desperdiçar tempo e energia em relacionamentos superficiais apenas para se encaixar.

5 – O amante

Seu foco está em se relacionar com as outras pessoas e, por isso, valoriza a intimidade e a experiência. Tem como principal estratégia tornar-se um indivíduo cada vez mais atraente de forma física e emocional. Seu maior medo é estar só e não ser amado. O amante também é conhecido como parceiro, amigo e formador de equipes.

Pontos fortes: paixão, compromisso e gratidão.

Limitações: por conta do desejo de agradar, pode correr o risco de agir contra a sua própria personalidade.

6 – O tolo

Deseja viver o momento ao máximo sem se preocupar com o que as outras pessoas irão pensar. Seu maior desejo é viver cada momento com prazer, sempre considerando que cada instante é único, e teme se sentir entediado ou entediar os outros. Também é chamado de: brincalhão e comediante.

Ponto forte: alegria.

Limitações: perde muito tempo com coisas sem muita relevância.

7 – O herói

Esta é uma figura do conhecimento de todos e que está ligada à coragem. Seu maior objetivo é mostrar seu valor aos outros através de atitudes corajosas. Já seu grande medo é demonstrar vulnerabilidade. O arquétipo do herói também é conhecido como: salvador, vencedor, guerreiro e soldado.

Pontos fortes: coragem e competência.

Limitações: a arrogância e a necessidade de ter sempre algo pelo qual lutar para mostrar o seu valor.

8 – O rebelde

Um modelo totalmente avesso às regras, um indivíduo que vive de acordo com o que acredita, mesmo que seja totalmente contrário ao que a maioria segue. Seu grande objetivo é mudar as coisas que não funcionam mais, realizando uma verdadeira revolução. Seu maior medo é não conseguir agir para fazer isso acontecer. O rebelde também é chamado de: revolucionário, desajustado ou selvagem.

Pontos fortes: a busca pela liberdade.

Limitações: sua sede por liberdade e mudança pode levá-lo a escolher caminhos escusos e perigosos.

9 – O mágico

É um arquétipo que busca unir conhecimentos ocultos a religiões, ciência e tecnologia a fim de compreender o universo. Tem como maior objetivo transformar sonhos em realidade, porém, teme que atos não intencionais tragam consequências negativas. Também é chamado de inventor, visionário e curandeiro.

Pontos fortes: o dom de encontrar soluções positivas para toda a sociedade.

Limitações: seu grande conhecimento em relação a áreas diversas pode torná-lo manipulador.

10 – O inocente

É um perfil que deseja a felicidade e acredita que é possível construir um mundo melhor para todos, em que todos possam ser quem desejarem. Para alcançar seu objetivo, procura sempre fazer o que é certo, por isso, tem medo de agir de forma errada e sofrer uma punição. O inocente também é chamado de ingênuo, utópico, romântico e sonhador.

Pontos fortes: otimismo e fé.

Limitações: seu excesso de ingenuidade pode ser visto como entediante pelas outras pessoas.

11 – O explorador

Sua marca mais forte é a liberdade e a utiliza para se conhecer melhor e buscar novas formas de viver. Por conta desse desejo de explorar, teme se sentir preso e viver uma vida sem o novo. Para evitar que isso aconteça, está sempre em busca de novas experiências. O arquétipo do explorador também é chamado de andarilho e individualista.

Pontos fortes: viver de acordo com a sua verdade.

Limitações: corre o risco de explorar sem ter um rumo definido e viver sem um propósito maior.

12 – O sábio

É um indivíduo que deseja entender o mundo através da busca pelo conhecimento e da autorreflexão. Para isso, usa sua inteligência para analisar e entender as coisas. Seu maior medo é ser enganado ou viver na ignorância. O arquétipo do sábio também é chamado de estudioso, especialista, pensador, mentor e professor.

Pontos fortes: inteligência e sabedoria.

Limitações: sua fixação pelo estudo pode levá-lo a se concentrar muito na teoria e se esquecer de agir.

Arquétipos de personagens famosos

Podemos identificar esses 12 arquétipos facilmente em filmes e na literatura, o que nos ajuda a entender melhor cada um deles e levá-los para a vida real. Veja, a seguir, uma lista de cada arquétipo relacionado a um personagem famoso.

1 – O criador: Andy Kaufman, de O Mundo de Andy.

2 – O governante: o personagem título de O Poderoso Chefão.

3 – O cuidador: Leigh Anne, de Um Sonho Possível.

4 – O indivíduo comum: Frodo, de Senhor do Anéis.

5 – O amante: Rose DeWitt Bukater, de Titanic.

6 – O tolo: Jack Sparrow, de Piratas do Caribe.

7 – O herói: Luke Skywalker, de Star Wars.

8 – O rebelde: Maverick, de Top Gun.

9 – O mágico: Gandalf, de Senhor dos Anéis.

10 – O inocente: Dorothy, de O Mágico de Oz.

11 – O explorador: o personagem título de Indiana Jones.

12 – O sábio: Dumbledore, de Harry Potter.

Arquétipos são um assunto bastante vasto e interessante, que pode e deve ser explorado. Se gostou, aproveite para compartilhar em suas redes sociais para levar o conhecimento adiante!

 



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