Conheça o maestro João Carlos Martins e sua história de superação

Maestro João Carlos Martins

João Carlos Martins superou um acidente que o impossibilitava de seguir sua carreira.

 

João Carlos Gandra da Silva Martins, esse é o verdadeiro nome do pianista e maestro que venceu as adversidades. Nascido em São Paulo, em 25 de junho de 1940, filho do pianista português José Eduardo Martins.

Seu pai era fascinado pelo piano até que um acidente de trabalho lhe decepou o polegar, dando por encerrado seu sonho de se tornar pianista. Esse fascínio foi transferido para seu filho João Carlos Martins.

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Salvo pelo piano

O que é a música para você? Para uma criança de cinco anos, a música foi a sua salvação. João Carlos Martins foi submetido a uma cirurgia de retirada de um tumor benigno no pescoço, quando tinha apenas cinco anos. Uma operação malsucedida o deixou com uma fístula na pele por onde vazava o alimento sempre que comia.

Essa foi uma época difícil e que o tornou um garoto complexado. Ao perceber o seu comportamento o pai do garoto o presenteou com um piano. O primeiro professor foi seu pai, cujo principal ensinamento foi: “Nós vamos perseguir o sonho de você se curar e você ficará curado”.

Aos 8 anos, João Carlos Martins passou pela segunda cirurgia e ficou bom, ganhou mais confiança e se dedicou ainda mais ao piano. Venceu um concurso para executar obras de Bach no qual o pai o havia inscrito e se sagrou como um dos maiores virtuosos.

Com 11 anos, iniciou seus estudos com um dos grandes mestres da época, o russo José Kliass, e venceu o concurso da Sociedade Brito de São Petersburgo. Aos 13 anos, iniciou sua carreira de concertista no Brasil e, aos 18, no exterior.

Com 20 poucos anos, João Carlos Martins era um dos pianistas mais aclamados de todo o mundo, sendo, notoriamente, considerado o melhor interprete de Bach da sua geração. O maestro já havia se apresentado no famosos Carnegie Hall, patrocinado por Eleanor Roosevelt, que lhe abriu as portas dos Estados Unidos para o seu grande talento. Todos os concertos com lotação esgotada e recorde de vendas em suas gravações.

Gravou a obra completa para teclado de Bach e realizou, com o pianista Arthur Moreira Lima, o encontro entre os prelúdios para teclas do alemão e os prelúdios para piano do polonês Frederic Chopin. Inaugurou o Glenn Gould Memorial em Toronto, quando se viu privado de realizar o que amava.

Em 1965, Martins vivia em Nova Iorque, quando foi convidado para integrar o time profissional da Portuguesa em um jogo treino realizado no Central Park. Toda felicidade por jogar pelo seu time de coração, se transformou em desespero em apenas um segundo. Uma jogada isolada, um lance tido como normal, uma queda aparentemente boba, uma perfuração na altura do cotovelo que atingiu o nervo ulnar.

Esse “pequeno acidente” provocou atrofia em três dedos de sua mão, impossibilitando-o de tocar seu amado piano por um ano inteiro. A recuperação foi longa e complicada, fazendo com que o maestro tocasse com dificuldade até os 30 anos. Mas esse foi apenas um dos percalços que João Carlos teve que superar durante sua trajetória.

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Sempre lutando e vencendo

Depois do acidente no Central Park, João Carlos Martins voltou ao Brasil, onde começou uma carreira como empresário de música e boxe. Após longos períodos de fisioterapia, o maestro voltou aos palcos e, mesmo com a dificuldade, as críticas eram as melhores possíveis.

No entanto, novamente foi impossibilitado de tocar o piano devido à distúrbios osteomusculares relacionados aos trabalhos (Dort).

Mesmo com mais uma adversidade, o nosso herói não desistiu de sua carreira, adaptando-se às restrições que o problema lhe causava, retomou sua carreira, voltando a tocar de 1979 a 1985. Realizou 10 gravações de Bach, conseguindo concluir o restante de todas as gravações da obra do famoso compositor alemão.

Nunca é tarde para recomeçar

Em 1995, mais uma vez João Carlos Martins foi derrubado pelo destino e mais uma vez se recusou a ficar no chão. Durante um assalto na cidade de Sófia na Bulgária, o maestro foi golpeado na cabeça com uma barra de ferro, vítima de um assalto.

A pancada comprometeu seriamente o seu braço direito. Depois de alguns processos cirúrgicos, e o álbum último com as duas mãos, foi necessário cortar a ligação entre o cérebro e o membro, comprometendo seus movimentos para sempre.

O que foi que o feito pelo maestro depois disso? Gravou o álbum “Só para Mão Esquerda”. Todas as composições contidas nele foram de Paul Wittgenstein, que perdeu o mesmo membro na Segunda Guerra Mundial. Sua ideia era gravar 8 álbuns com essa temática, porém, foi descoberto um tumor em sua mão esquerda.

Aos 63 anos, ouviu do seu médico que nunca mais tocaria piano. Nesse momento, morre um pianista e nasce um maestro. No dia seguinte, João Carlos se inscreveu em aula de regência. Por causa da dificuldade de coordenação dos movimentos de seus dedos e a incapacidade de segurar a batuta e virar as páginas das partituras dos concertos na velocidade necessária, teve que memorizar nota por nota.

Apresentou-se em Paris e Londres, formou a orquestra Bachiana Filarmônica, trabalhou com jovens carentes dos bairros da periferia de São Paulo, sempre se lembrando do que seu pai dizia: “Persiga seu sonho que um dia ele virá atrás de você”.

Recebeu uma crítica do New York Time elogiando sua orquestra e atribuindo-lhe o adjetivo que o deixou envaidecido: “o indomável”.

Conta o pianista e maestro:

“Realizei, na minha vida, 23 operações para manter o sonho de continuar tocando. Quando era pianista, fazia 21 notas por segundo. Agora, não estava conseguindo fazer uma nota em 21 segundos. Não conseguia fazer nada em dezembro. A operação foi para conseguir tocar, pelo menos, músicas lentas. E é isso que vou fazer até o apagar das luzes. A pior coisa que aconteceu na minha vida foi perder as mãos para o piano. Mas a melhor coisa que aconteceu, também foi perder as mãos para o piano, porque encontrei um novo universo na regência. Com isso, consegui levar a música para todos os cantos.”

A superação de João Carlos Martins vira filme

Em agosto de 2017, a história do maestro virou filme. Com a direção de Mauro Lima, o filme: “João, o maestro” estreou em todo o território nacional. Uma história de vida cheia de superações, comparada às histórias hollywoodianas, a do maestro João Carlos Martins não poderia ser diferente.

A trilha do filme são as gravações do próprio João Carlos Martins, que registrou toda a obra de Johann Sebastian Bach e se tornou uma referência ao lado do lendário Glenn Gould, sendo que, boa parte das cenas foram gravadas na casa do maestro Eleazar de Carvalho.

A parte da vida musical de João Carlos, no filme, é fidedigna à sua vida real, na dramaturgia, o diretor usa um pouco de criatividade, embora a obstinação do maestro pela música é retratada com muita fidelidade pelo diretor.

Do filme para a peça de teatro

Após a trajetória do maestro mais amado do país ser contada nas salas de cinema, através do filme “João, O Maestro”, um exemplo de superação, talento e genialidade, em agosto de 2018 o filme virou peça de teatro que estreará em agosto de 2018. O espetáculo leva o nome de “Concerto Para João”, de Cássio Scapin.

A trama transita entre fantasia e a realidade para narrar as glórias e os desafios enfrentados por um dos maiores músicos brasileiros ao longo de seus 60 anos de carreira

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Moral da história de João Carlos Martins

Esta história de superação nos mostra que ele não se entregou na primeira dificuldade que a vida lhe impôs, e muito menos na última, ao invés disso, continuou lutando até hoje. Um exemplo de vida, automotivação e superação.

E o que nós podemos aprender com esta história? Nossa vida é composta por desafios e tomadas de decisões, que podem nos levar ao sucesso ou ao fracasso.

É preciso entender que esses desafios vêm para o bem, e não é possível crescer sem enfrentar as intempéries que a vida nos impõe. Foram justamente por todos esses obstáculos que surgiram na vida do Maestro João Carlos Martins, o exemplo que ele é hoje. Uma inspiração para todos nós! Ele foi exemplo de resiliência.

Para cada dificuldade que surge na vida, é preciso saber ver o lado positivo, tirar o aprendizado e seguir em frente. Não se pode perder a esperança ou deixar de sonhar.

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Se você gostou de conhecer a história de superação deste grande pianista que se transformou num dos maiores maestros do mundo, compartilhe esse artigo em suas redes sociais.

 

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