Conheça a Teoria de Herzberg

Satisfação no trabalho A satisfação com seu trabalho pode estar relacionada diretamente com a teoria de Herzberg

 

Você está satisfeito com seu trabalho? Se a resposta for não, seu rendimento hoje deve estar aquém de suas capacidades, do contrário, você deve estar produzindo com motivação e efetividade.

Segundo a Teoria da Motivação, desenvolvida pelo psicólogo Frederick Herzberg, o nível de rendimento dos profissionais varia de acordo com sua satisfação no trabalho, depende de como se sentem neste ambiente e dos fatores que influenciam em sua motivação e desmotivação.

As Teorias da Motivação foram desenvolvidas na segunda metade do século XX, e estão em constante pesquisa. Muitos estudiosos caracterizam a Teoria de Herzberg como o estudo da “Satisfação”, pois visam medir o índice de motivação das pessoas, baseado em suas necessidades e aspirações.

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Estes anseios podem ser pessoais, no nível das necessidades internas, como explica a Teoria da Pirâmide das Necessidades de Abraham Maslow, e em nível profissional, tangível aos aspectos e ambientes externos como a teoria de Herzberg.

Convido você a continuar esta leitura e saber um pouco mais sobre este assunto, totalmente pertinente, tanto para empresários, empreendedores, líderes e gestores, quanto para os mais diversos tipos de profissionais no mercado.

Teoria da Motivação de Frederick Herzberg

Frederick Irving Herzberg foi um psicólogo e influente professor de gestão empresarial americano. Nascido dia 18 de abril de 1923 em Massachusetts, graduou-se na City College em Nova York e fez pós-graduação na Universidade de Pittsburgh. Quando não estava estudando, dava aulas de psicologia na Case Western Reserve, em Cleveland.

O professor ficou um tempo afastado dos estudos para servir como sargento no exército. De acordo com ele, foi essa experiência que o levou a se interessar por motivação. Ele acreditava que o enriquecimento do trabalho é um processo de gerenciamento contínuo, que impacta diretamente na motivação do funcionário.

Herzberg era tão admirado em sua área, que seus livros e artigos ganharam a atenção de pessoas como Douglas McGregor e Abraham Maslow, ambos importantes estudiosos de relações humanas. Ele chegou à conclusão de que existem fatores que colaboram para a motivação e a satisfação das pessoas em seus trabalhos. De acordo com ele “… A prevenção da insatisfação é tão importante quanto o incentivo de satisfação”.

O seu trabalho de maior relevância é a Teoria dos Dois Fatores, que foi publicada em seu livro “A Motivação para Trabalhar”. Nessa teoria, ele explica que são dois os fatores responsáveis pela satisfação e motivação das pessoas em um ambiente corporativo.

Sua teoria teve por base entrevistas realizadas com diversos profissionais da área industrial de Pittsburgh (Pensilvânia, Estados Unidos). O objetivo do estudo era identificar os fatores que causavam a satisfação e a insatisfação dos funcionários em seu ambiente de trabalho.

Dessa forma, ele utilizou questionamentos sobre o que agradava e o que desagradava cada um dos trabalhadores nas empresas nas quais atuavam. Sua teoria é de extrema importância para o estudo do comportamento, motivação e satisfação das pessoas nas organizações.

Fatores Motivacionais

Como o nome já diz, são fatores que quando presentes causam motivação, e quando ausentes provocam insatisfação. São os fatores que têm relação com o funcionário e sua motivação em seu cargo em si e nas atividades que ele exerce.

Aqui, se encaixam algumas ações como o reconhecimento do trabalho exercido, o crescimento profissional, autorrealização, os desafios que são lançados e a capacidade de poder realizá-los, o crescimento, a liberdade de decidir como realizar suas atividades e o uso plenos de suas habilidades pessoais.

De acordo com a teoria de Herzberg, os fatores motivacionais são os responsáveis por resultarem em aumento de produtividade e satisfação.

Eles incluem a liberdade de decidir como executar o trabalho, uso pleno de habilidades pessoais, responsabilidade total pelo trabalho, definição de metas e objetivos relacionados ao trabalho e auto avaliação de desempenho. Os chamados fatores satisfacientes. A presença produz motivação, enquanto a ausência não produz satisfação. Também chamados de intrínsecos.

Fatores que levam à insatisfação: política da empresa; condições do ambiente de trabalho; conflitos no relacionamento com outros funcionários; segurança; salário.

Fatores que levam à satisfação: crescimento; desenvolvimento; responsabilidade; reconhecimento; realização.

Fatores Higiênicos

Esses fatores são os relacionados à empresa e, quando ausentes, causam insatisfação, mas quando presentes, apesar de satisfatórios, não causam necessariamente a motivação do funcionário. Eles estão mais relacionados com o ambiente que o rodeia e a conduta da empresa do que com as funções do funcionário em si.

São eles: o salário, ambiente empresarial, política da empresa, as oportunidades de crescimento, a relação dos superiores com os demais funcionários e os benefícios sociais, clima organizacional, oportunidades de crescimento e condições físicas do ambiente de forma geral, por exemplo.

Herzberg disse “… Fatores de higiene operam independentemente dos fatores de motivação. Um indivíduo pode ser altamente motivado em seu trabalho e estar insatisfeito com seu ambiente de trabalho”.

Com essa teoria, Herzberg concluiu que o que causa a insatisfação nos funcionários são questões ambientais, que não são ligadas a seus cargos ou funções desempenhadas. Ele também constatou que o que leva à motivação de um colaborador é o que diz respeito às suas atividades e seu cargo.

A teoria de Herzberg mostra como um funcionário pode ser impactado dentro da empresa e o que causa satisfação e motivação para o mesmo. Os líderes das equipes e os Recursos Humanos – RH da empresa podem usar essas informações, tanto para prevenir a insatisfação por parte de seus colaboradores, como para saberem o que poderá motivá-los, causando assim um aumento de produtividade e colocando o funcionário em uma situação de satisfação duradoura.

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Estudo de caso

Ao longo dos anos, diversos pesquisadores identificaram a aplicação dos fatores apontados por Herzberg como indispensáveis para o sucesso de grandes organizações.

No Brasil, podemos destacar a dissertação de Mestrado apresentado por Roberto Kern Gomes para a conclusão da Pós-Graduação em Administração da Universidade do Estado de Santa Catarina e Escola Superior de Administração e Gerência.

No trabalho, Gomes utilizou como exemplo uma empresa de alta tecnologia, que foi fundada em 1978 e faturou mais de 300 milhões em receita líquida entre 2003 e 2005, período em que o estudo foi realizado.

Fatores motivadores

Para a pesquisa, Gomes entrevistou os funcionários da empresa, para identificar quais os fatores que causavam satisfação (motivadores) e aqueles que deixavam os colaboradores insatisfeitos (higiene). Foi apresentado um questionário aos entrevistados, no qual eles deveriam assinalar a opção em que mais gerava satisfação no trabalho. A pergunta foi repetida mais uma vez, porém, mudando as opções.

Na primeira questão, oportunidade de desenvolvimento foi a primeira colocada com 54,55%, seguida de: desafio constante (31,82%), condições para exercer o trabalho (9,09%) e promoção/reconhecimento no trabalho (4,55%). Já a segunda ficou dessa forma: ambiente desafiador (45,45%), natureza do trabalho (36,36%), relacionamento com colegas (13,64%) e metas claras para funcionários (4,55%).

Esse resultado corrobora com o que a Teoria de Herzberg propõe, pois, os fatores apontados pelos funcionários são ligados ao trabalho exercido pelo colaborador, tendo destaque a realização de atividades que tenham algum grau de desafio e não sejam realizadas apenas de forma semi-automática.

Fatores Higiênicos

A mesma metodologia utilizada para mapear os fatores que causam maior grau de satisfação nos colaboradores foi replicada para os que causam insatisfação. Com 54,55%, o estresse foi o fator que mais recebeu votos pelos funcionários.

Ter um plano de carreira restrito ficou na segunda posição com 22,73%. Por fim, os outros apontados foram: rotina/monotonia no trabalho (13,64%), falta de tempo com a família (4,55%) e salário recebido (4,55%).

As respostas obtidas aqui também, em sua maioria, comprovam o argumento apresentado por Herzberg em sua teoria, já que estão intimamente ligados ao ambiente empresarial e o que cerca o colaborador.

Diferença entre teoria e prática

Como em praticamente todo postulado teórico, antes de sua aplicação, é preciso fazer uma avaliação local e restrita, pois adaptá-lo a realidade do seu negócio é vital para que a utilização da Teoria de Herzberg seja bem-sucedida e traga resultados satisfatórios.

Como foi possível perceber, diferentemente do que Herzberg propôs, nesse caso específico, alguns fatores motivadores podem, sim, causar insatisfação e vice-versa.

Porém, essas adaptações necessárias não diminuem a eficácia nem mesmo a importância que a Teoria dos Dois Fatores provou ao longo dos anos, sendo, sem sombra de dúvidas, fundamental para o desenvolvimento de uma cultura empresarial que mantenha os colaboradores motivados e obtenha todos os benefícios proporcionados por esse tipo de ambiente.

Satisfação ou insatisfação?

Ao final de seu estudo, Frederick Herzberg concluiu que os fatores que levam à insatisfação profissional não têm nada a ver com aqueles que influenciam a produção e satisfação dos trabalhadores.

A partir daí o autor percebeu que os fatores que causam satisfação dos funcionários estão relacionados ao seu trabalho, tarefa desempenhada, natureza, responsabilidade, promoção e tantos outros.

Outra constatação realizada por Herzberg foi de que os fatores que causam a insatisfação dos funcionários são puramente ambientais, ou seja, que não estão relacionadas às tarefas desempenhadas. Mas sim, estão relacionadas à natureza das relações interpessoais, condições do ambiente de trabalho, salário, etc.

Essa teoria permite a realização de outros estudos semelhantes. E, com certeza, foi um marco na avaliação de satisfação e motivação dos trabalhadores em seu ambiente de trabalho.

O que é enriquecimento de tarefas?

Para Herzberg, o enriquecimento de tarefas é o aumento do conhecimento e das habilidades de uma pessoa em seu processo de trabalho. Esse enriquecimento pode acontecer tanto de maneira vertical (aumento do grau de dificuldade no trabalho) como de forma horizontal (diversificação de atribuições).

Utilizando essa ferramenta, o colaborador se mantém envolvido desde o início até a avaliação dos resultados, através de tarefas mais complexas e interessantes. De maneira a colocar em prática seus conhecimentos e habilidades já conhecidas ou dispondo do desenvolvimento de novas, gerando desafios dentro das expectativas dos trabalhadores.

Conheça mais sobre Frederick Herzberg

As obras de Herzberg são voltadas para a motivação organizacional, justamente por causa de sua longa experiência na área. Como discutido acima, a obra mais conhecida do autor é A Motivação Para Trabalhar (The Motivation to Work), que resume todos os resultados de suas pesquisas em relação à motivação e satisfação dos trabalhadores.

Além desta, Frederick possui várias publicações, como: Job atitudes: review of research and opinion (1967); Work and the nature of man (1971); The managerial choice: to be eficiente and to be human (1976); One more time: how do you motivate your employees? – Harvard Business Review (1982); On motivation (1988).

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Invista em Coaching e aumente a satisfação profissional em sua empresa

A partir da Teoria de Herzberg pudemos perceber, ao longo deste texto, que é preciso contar a motivação e satisfação dos colaboradores dentro das empresas, para que assim seja possível alcançar resultados extraordinários nos negócios.

Assim, algo que acredito, verdadeiramente, que pode te ajudar neste sentido é a implementação de uma cultura de Coaching, em que profissionais são altamente valorizados e criam a consciência de que ao unirem suas forças e trabalharem em equipe, as chances de sucesso, tanto individual, quanto coletivo, aumentam de forma considerável.

Diante disso, o que você pode fazer é conhecer e levar o Coaching Corporativo para trabalhar esta poderosa metodologia em sua empresa. Trata-se, basicamente, da área de soluções de negócios aqui do IBC, que já ajudou e continua ajudando os mais diversos tipos de organizações a alcançarem suas metas e objetivos, em um curto espaço de tempo, através da implementação da cultura do Coaching, que contribui significativamente para a satisfação dos colaboradores e, consequentemente, para o aumento da performance de cada um.

Agora me conte: o que você achou deste conteúdo? Já conhecia a Teoria dos Dois Fatores de Frederick Herzberg? Ainda ficou com dúvidas? Deixa seu comentário aqui e aproveite também para dar uma olhadinha nos outros artigos do nosso portal, tem muita coisa interessante e poderosa para que você aumente ainda mais seus conhecimentos!

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José Roberto Marques

Sobre o autor: José Roberto Marques é referência em Desenvolvimento Humano. Dedicou mais de 30 anos a fim de um propósito, o de fazer com que o ser humano seja capaz de atingir o seu Potencial Infinito! Para isso ele fundou o IBC, Instituto que é reconhecido internacionalmente. Professor convidado pela Universidade de Ohio e Palestrante da Brazil Conference, na Universidade de Harvard, JRM é responsável pela formação de mais de 50 mil Coaches através do PSC - Professional And Self Coaching, cujo os métodos são comprovados cientificamente através de estudo publicado pela UERJ . Além disso, é autor de mais de 50 livros publicados.



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