Conheça as vantagens e desvantagens na aplicação de um downsizing na empresa

Palavra Downsizing

Downsizing é um termo em inglês que diz respeito à redução de custos visando alcançar a estabilidade financeira.

O objetivo de toda empresa é crescer e expandir, de modo que possa alcançar cada vez mais clientes e, consequentemente, gerar cada vez mais lucro. Naturalmente, isso envolve também investir mais em tecnologia, em recursos humanos, em conhecimento, em infraestrutura, e por aí vai.

No entanto, é importante que as empresas saibam quando é hora de expandir e quando é hora de reduzir os custos e conter um pouco esse crescimento. Há momentos mais favoráveis à expansão, mas também há momentos em que o melhor a se fazer é reduzir as dimensões da empresa, de modo a restabelecer a sua situação financeira para que ela possa crescer novamente. Essa é a essência de um processo conhecido como downsizing.

Neste artigo, você vai compreender melhor em que consiste o downsizing, quais são as suas vantagens e quais são as suas desvantagens. Para saber mais sobre o tema, continue a leitura a seguir!

O que significa downsizing?

Downsizing é um termo que vem da língua inglesa, cuja tradução “ao pé da letra” significa “redução de tamanho”. No contexto corporativo, esse processo significa a redução, a diminuição e/ou a redução de custos, visando a alcançar estabilidade financeira.

Trata-se, portanto, de um recurso administrativo que tem o intuito de reduzir e acabar com os gastos e processos supérfluos e/ou desnecessários, que prejudicam e impedem uma organização de crescer e se desenvolver. Ele é utilizado principalmente no departamento de recursos humanos, com a supervisão do departamento financeiro.

downsizing, diante disso, é uma estratégia organizacional fundamental para a sobrevivência de qualquer empresa. Isso acontece porque esse processo permite que a organização diminua as suas despesas, tornando os seus investimentos muito mais produtivos, rentáveis e lucrativos.

Essa é uma abordagem que geralmente resulta na redução provisória ou definitiva do capital humano, por meio da eliminação ou redução das hierarquias de trabalho. Para isso, é importante que a aplicação do downsizing seja feita com muita cautela e planejamento, avaliando a real situação da empresa, os processos e rotinas que precisam ser melhorados, os custos desnecessários que devem ser revistos e os impactos que esse essa estratégia pode causar.

Quais são as vantagens do processo?

Conforme já citamos, o processo de downsizing é realizado com o objetivo de fazer com que uma empresa que identificou alguns desperdícios ou excessos recupere a estabilidade financeira, tornando-se mais enxuta em alguns aspectos. Por isso, é uma medida essencialmente destinada à resolução de problemas. Assim, confira os benefícios que ela tem a oferecer às organizações.

  • Reestruturação de empresas de acordo com as suas condições atuais: permite que as organizações planejem as suas ações dentro das suas capacidades estruturais e financeiras, o que ajuda a prevenir o endividamento;
  • Oportunidade de reformular processos: desenvolvimento de novos sistemas e processos internos, que sejam mais simples, que facilitem as vidas dos envolvidos e que tornem a resolução de problemas mais rápida;
  • Redução de custos e despesas desnecessárias: ajuda a evitar o desperdício, permitindo que as empresas façam mais com menos. Assim, surge uma consciência de que todo recurso utilizado deve ser útil, sem elementos supérfluos;
  • Oportunidade de mudanças com foco na melhoria da empresa como um todo: redesenho da estrutura da empresa, dos seus processos, dos seus cargos e funções, enfim, de tudo aquilo que representava desperdício e morosidade;
  • Eliminação de burocracias corporativas: a eliminação de intermediários, a simplificação dos processos e a redução das estruturas e até mesmo do quadro de recursos humanos diminuem a burocracia diária enfrentada pelas organizações, tornando as atividades mais simples e rápidas;
  • Oportunidade de expansão mercadológica: como o objetivo do downsizing é justamente recuperar a estabilidade financeira da empresa, ele permite que, futuramente, ela retome o caminho do crescimento e da expansão na sua área de atuação;
  • Atualização e modernização dos processos e metodologias organizacionais: o processo permite que tecnologias e métodos obsoletos sejam substituídos por modelos mais novos, atualizados e compatíveis com as necessidades atuais do mercado, o que confere mais produtividade e competitividade à empresa.

Quais são as desvantagens do processo?

Como nem tudo são flores, é claro que essa redução nas dimensões da empresa também tem as suas desvantagens. Por isso, fique atento a elas, conforme você verá na sequência.

  • Desmotivação de profissionais e colaboradores: a ideia de que é preciso reduzir para sobreviver pode ser recebida com desconfiança e até mesmo com desmotivação por parte dos colaboradores;
  • Diminuição da produtividade: se a simplificação dos processos pode beneficiar a produtividade por um lado, também é fato que a desmotivação do colaborador pode produzir o efeito oposto;
  • Despesas com corte de funcionários: as demissões geram um clima de medo na organização e de tristeza para os que vão embora. Além disso, também é fato que os cortes geram despesas para a empresa, com acertos trabalhistas, acordos e pagamentos de rescisão;
  • Dispensas de profissionais mal planejadas: se não houver organização e planejamento, a empresa pode acabar abrindo mão de colaboradores experientes e competentes, perdendo muito valor no seu quadro de recursos humanos;
  • Diminuição da força de trabalho e comprometimento: é preciso reduzir a força de trabalho, mas sem que isso signifique “sacrificar” os remanescentes com excesso de demandas, horas extras e acúmulo de funções;
  • Terceirização de serviços: pode ser que terceirizar um serviço seja uma solução mais barata, mas será que vale a pena dispensar os funcionários da empresa? Será que a qualidade do serviço prestado será mantida?
  • Queda da qualidade nos serviços prestados: a empresa precisa ficar muito atenta para que o downsizing não comprometa a qualidade do trabalho, seja com os trabalhadores que permanecerem, seja com os serviços terceirizados. A economia não pode sacrificar a qualidade do que é feito.

Conclusão

Como você pode perceber, o downsizing é, na verdade, um conjunto de medidas necessárias para que as empresas diminuam o desperdício e controlem a sua situação financeira. Ele é preciso quando erros administrativos e de gestão forem identificados. Trata-se de uma “cura” para um mal diagnosticado, que, como todo remédio, tem os seus efeitos positivos, mas também alguns efeitos colaterais.

E você, ser de luz, acredita que o downsizing é vantajoso ou pode atrapalhar os resultados de uma empresa? Deixe o seu comentário no espaço a seguir. Além do mais, que tal levar estas informações a todos os seus amigos, colegas de trabalho, familiares e a quem mais possa se beneficiar delas? Compartilhe este artigo nas suas redes sociais!

José Roberto Marques

Sobre o autor: José Roberto Marques é referência em Desenvolvimento Humano. Dedicou mais de 30 anos a fim de um propósito, o de fazer com que o ser humano seja capaz de atingir o seu Potencial Infinito! Para isso ele fundou o IBC, Instituto que é reconhecido internacionalmente. Professor convidado pela Universidade de Ohio e Palestrante da Brazil Conference, na Universidade de Harvard, JRM é responsável pela formação de mais de 50 mil Coaches através do PSC - Professional And Self Coaching, cujo os métodos são comprovados cientificamente através de estudo publicado pela UERJ . Além disso, é autor de mais de 50 livros publicados.



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