Entenda o que é feeling e seu papel na tomada de decisões

Feeling O feeling é o mesmo que pressentimento ou intuição, habilidades fundamentais para o ambiente empresarial e que são fruto do conhecimento e da experiência profissional.

 

O feeling é o mesmo que pressentimento ou intuição, sendo estas habilidades fundamentais para o ambiente empresarial e também na vida pessoal, que são fruto do conhecimento e das próprias experiências pelas quais uma pessoa passa ao longo de sua vida.

Falando mais especificamente sobre a nossa vida profissional, para que possamos tomar a decisão certa, por exemplo, na maioria das vezes, além de recorrer à nossa experiência, aos conhecimentos tácitos e explícitos, ou às informações disponíveis,  também é importante que recorramos ao feeling. Isso quer dizer, uma intuição que nos leva a uma determinada direção. 

Os maiores líderes da história recorreram (e ainda recorrem) a esse sentimento, que é aprimorado cada vez mais, ao longo do tempo, através das experiências anteriores, e que acabam guiando o sucesso de todos nós.

Mas, de fato, o que é o feeling? É o que vamos descobrir ao longo da leitura deste conteúdo. 

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O que é feeling?

Trata-se de uma palavra de língua inglesa que, ao ser traduzida para o português, significa literalmente o mesmo que sentimento. Também pode significar a busca de se expressar a sensação física de tocar algo (tato). Ainda: um afago, parceria, a sensação sentida de calor ou de frio, bem como a cumplicidade ou pressentimento. 

Feeling é um daqueles termos da língua estrangeira que tem sido cada vez mais incorporado ao nosso vocabulário, especialmente quando se trata do ambiente corporativo.

Em seu significado mais próximo ao pressentimento, é uma palavra que representa um sentimento anterior, que descreve uma sensação futura. Podemos dizer que ele se apresenta como uma projeção do que desejamos, como uma espécie de pressentimento mesmo, que nos mostra por meio de uma visão, de um estado de consciência, o resultado que atingiremos se tomarmos uma ou outra decisão.

Ao nos acompanhar nesta leitura, você terá a oportunidade de entender mais sobre este tema, bem como sobre a forma com que ele pode influenciar o nosso processo de tomada de decisões, no dia a dia, sejam na vida pessoal ou no trabalho.

Entenda mais sobre o que é feeling

O que faz você tomar uma decisão na sua empresa ou na sua vida pessoal? O seu conhecimento sobre o assunto ou é o seu feeling que te dá um direcionamento sobre qual decisão tomar? 

Temos certeza de que em seu dia a dia de trabalho você precisa tomar uma série de decisões. E que, nem sempre, tem total certeza se está indo na direção correta ou não. Por isso, mesmo depois de avaliar os prós e contras, se ainda temos dúvidas, é ao feeling que tendemos a recorrer para, enfim, nos decidirmos sobre algo.

Ainda, é importante ressaltar que enquanto seres humanos, uma das características básicas que possuímos é a de sentir emoções em seus mais variados estágios. Dessa maneira, mesmo aquelas decisões que supomos ser baseadas puramente na racionalidade, não podemos considerá-las como 100% racionais, uma vez que há, de certa maneira algum viés emocional, que nos impulsiona ou que nos retrai. 

Nesse sentido, existem mecanismos dos quais fazemos uso, para nos aproximarmos mais da tomada de decisão racional, porém haverá em algum nível uma imparcialidade emocional, que está, por exemplo, relacionada aos valores que possuímos enquanto filosofia de vida.

Muita gente acredita que o feeling (ou a intuição) é algo que surge sem nenhum antecedente ou sem nenhum embasamento, que é só um sentimento que surge em um momento específico e que irá te orientar em uma decisão que precise tomar. Mas isso não é verdade. O conhecimento adquirido pelos profissionais capacita-os para tomar decisões com maior agilidade e eficiência. Dessa forma, as intuições que você tiver, geralmente serão associadas por uma experiência anterior, ou conhecimento prévio.

Assim, é importante que o profissional se conheça muito bem, para, assim, saber compreender seus sentimentos, ideias e sugestões da sua mente consciente e inconsciente. Dessa forma, fica mais difícil se confundir e acabar utilizando suas habilidades de maneira inadequada. 

E, veja bem, falamos isso porque há muita gente despreparada no mercado, que direciona mal o seu processo de tomada de decisões, e simplesmente atribui ao seu feeling todas as suas escolhas, principalmente nos momentos em que já não sabem mais o que fazer. E este é um grande erro. 

Dessa maneira, é importante ressaltar, que não se deve basear apenas em feelings para se tomar decisões, mas também nas informações concretas que temos em nossas mãos e que serão capazes de nos orientar, para termos um melhor direcionamento. 

O processo de tomada de decisão baseado no feeling

Quando você tem uma decisão a ser tomada, o seu cérebro enxerga inúmeras possibilidades e elas podem ser complexas. Porém, ele realiza um processo que simplifica os caminhos possíveis para que se chegue à escolha mais acertada. A esse processo dá-se o nome de heurística, que em resumo são atalhos criados pelo cérebro para que se tome uma decisão. 

Esses atalhos podem ter influências motivacionais e emocionais. De maneira sucinta, as influências motivacionais são pressões internas que tendem a nos fazer sentir positivos com relação a uma decisão, em um determinado momento. 

Geralmente, são decisões que vão de encontro a um objetivo de curto prazo. Mas podem se contradizer com objetivos de longo prazo. Considerando-se, assim, uma decisão impulsiva e incoerente, pois, em um curto prazo, será recompensadora, mas ser, a longo prazo, incoerente com outros objetivos. 

Em contrapartida, há motivações emocionais para a tomada de decisão, que são mais costumeiramente conhecidas como  sentimentos. Por muito tempo se acreditou que a supressão dos sentimentos para tomar decisões era a melhor maneira de prosseguir, no sentido de fazer uma escolha mais assertiva.

Entretanto, estudos mais recentes demonstram que as emoções estão permeadas no processo de decisão. Desse jeito, é em verdade recomendável que se inclua e considere-as nas escolhas, de maneira que não sejam apenas impulsos, mas algo que vem de nosso lado consciente. 

Quando, por exemplo, buscamos uma memória para tomar uma decisão sobre uma situação semelhante, essa memória possui algum laço emocional. Segundo, Yaniv Hanoch, estudioso de psicologia econômica, as emoções possuem uma lógica própria e configuram-se por um acervo de informações, que funcionam em conjunto com a racionalidade. Essa execução conjunta vai auxiliar naqueles atalhos que o cérebro faz para facilitar o processo de tomada de decisão.

O feeling com base em dados

Mesmo que, como você viu anteriormente, os nossos processos decisórios estejam associados à algum viés emocional, sendo praticamente conectada com a razão, quando se trata do cotidiano empresarial não se deve levar em consideração apenas o feeling. 

Com isso, pode-se fazer um paralelo com aquela expressão popular de que “alguém tem tino para negócio”. Geralmente essa expressão faz referência a pessoas que possuem feeling de observar o que está acontecendo no mercado e investir no momento e no nicho certo. 

Muitos podem atribuir isso à sorte, mas, levando isso para o âmbito do feeling, é possível dizer que a pessoa o desenvolveu ao longo da sua carreira e conseguiu perceber fatores externos do mercado e observar tendências capazes de lhe fazer alcançar o sucesso almejado.

Nesse sentido, muitos negócios começam por puro pressentimento de que é uma boa ideia, não prevendo ou planejando um crescimento exponencial e significativo da empresa. Por vezes continuar os próximos passos, com base apenas no feeling pode dar certo, como pode também não dar. Por exemplo, se a organização atingir um nível global de impacto rapidamente, torna-se insustentável continuar a tomar decisões apenas baseados em pressentimentos.

Dessa forma, à medida que a empresa cresce e começa a delinear traços de mais organização e planejamento, é importante que dados e informações sobre a empresa, o mercado, os clientes, os concorrentes sejam coletados. Esses dados vão auxiliar bastante na tomada de decisão, mesmo que em algum momento específico se faça valer o feeling. Isso é o que chamamos de tomar decisões devido ao feeling, mas baseado em dados.

Ainda, os dados podem servir também para confrontar o feeling. Por exemplo, o diretor da empresa possui o feeling de que seria interessante investir em um determinado maquinário, apenas por achar que os da empresa estão defasados em sua tecnologia. Porém, ao verificar os níveis de produção do maquinário confirma-se que será equivalente ao do novo maquinário disponível no mercado.

Analisar, portanto, os dados que se possui para tomar um decisão também é importante no ambiente empresarial, pois pode minimizar ou mesmo evitar prejuízos desnecessários no futuro.

Um pouco mais do feeling no ambiente empresarial

No ambiente empresarial, a intuição é fruto do conhecimento e da experiência dos profissionais. Ela pode ser entendida como um mecanismo mental que facilita a tomada de decisões nas empresas.

Como a intuição deste profissional é pautada pelo conhecimento e pela experiência, as decisões não são tomadas de maneira impulsiva ou baseadas em achismos, garantindo maior assertividade do que é decidido. 

Com isso, entendemos que o feeling deve ser associado aos conhecimentos e experiências do colaborador, do líder ou do empresário. Além de ser, sempre, o último elemento influenciador na decisão.

Isso porque o feeling também está muito associado aos sentimentos e crenças de cada um. Pensando por essa vertente, é fácil entender que o seu feeling pode acabar batendo de frente com o feeling de outras pessoas, gerando atritos desnecessários.

Tomar decisões de modo intuitivo contribui de maneira positiva para ambientes e situações em que há uma certa pressão para acelerar um processo de decisão. É importante dizer que a intuição/feeling não é algo que deve servir como condutor em todas as ações e medidas tomadas pela empresa. É algo para os momentos de maior pressão e urgência, uma vez que nada substitui o plano de negócios e um bom planejamento.

Quer ver só um exemplo? Imagine que você precisa contratar uma pessoa e, depois de passar por todo o processo seletivo, está com os currículos de dois candidatos. Os dois currículos são muito parecidos para a mesma vaga na sua empresa. E, sem dúvidas, você está confuso, não sabe quem escolher.

Esse, geralmente, é o momento em que você irá recorrer ao seu feeling. É quando já não existem mais quaisquer quesitos racionais capazes de avaliação. E, acredite, dizemos isso porque a intuição deve ser uma aliada. Mas, jamais deve ser o ponto central de todo um processo decisório, principalmente no ambiente empresarial.

A partir do momento que você é capaz de compreender isso, estará apto à construção de uma carreira sólida, bem como, de conquistar resultados profissionais consistentes. 

E, tudo isso porque é muito importante ter um equilíbrio entre o racional e o emocional. Fazendo com que – jamais – um sobreponha o outro. Desse modo, ao tomar suas decisões, você estará bem mais embasado sobre o que fazer e terá mais chances de seguir na direção certa.

E você, o que pensa a respeito? Você se vê como um gestor e um profissional intuitivo? Use o espaço abaixo para nos contar a sua opinião e falar sobre sua experiência sobre o assunto. E se este conteúdo te ajudou de forma positiva, curta e compartilhe-o em suas redes sociais.

Fontes: 

  • http://tede.mackenzie.br/jspui/bitstream/tede/944/1/Tamar%20Klein%20Alvarenga.pdf  
  • https://www.projectbuilder.com.br/blog/em-que-basear-sua-tomada-de-decisoes-informacao-ou-feeling/  

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Imagem: Zally / Shutterstock

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