Síndrome de Gabriela: identificando o problema na rotina dos colaboradores

A síndrome de Gabriela está relacionada com colaboradores que possuem perfil inflexível.

A Síndrome de Gabriela é um termo derivado da música de Dorival Caymmi, que diz: “eu nasci assim, eu cresci assim, eu vivi assim, eu sou mesmo assim, vou ser sempre assim.” Existem inúmeras pessoas que levam o lema a sério, inclusive no meio corporativo.

São aqueles profissionais inflexíveis, que se recusam a mudar, que acreditam que as coisas devem ser feitas do seu jeito, que possuem dificuldade em aceitar a opinião dos outros, que não se adaptam às novas ideias e não saem da zona de conforto. No artigo a seguir iremos explicar melhor a questão, como identificá-la e como lidar com ela. 

Síndrome de Gabriela: como identificá-la na rotina dos colaboradores?

Os líderes de equipe, além de orientar seus colaboradores, devem permanecer atentos ao desenvolvimento do time. Quando os resultados positivos deixam de ser conquistados é importante analisar em detalhes para entender o que está acontecendo. Confira a seguir como identificar essa resistência à mudanças em seus colaboradores. 

1. Baixa produtividade 

A baixa produtividade da equipe pode ser um sinal de que um ou mais membros está sofrendo da Síndrome de Gabriela. Quando as pessoas se mantêm na defensiva em relação às mudanças, acabam se conformando a fazer o mediano. Se todos os membros da equipe permanecem na média é difícil chegar a um resultado realmente significativo. 

Quando essa síndrome está presente em mais de um membro da equipe é natural que a baixa performance se torne aceitável. Cabe ao líder entender por que os profissionais estão se contentando com o fazer menos e motivá-los a se desafiar. 

2. Atritos entre os colaboradores 

Além da performance, é importante o líder ficar a par dos conflitos entre os colaboradores. Quando pessoas com resistência a mudanças trabalham juntas é natural que ocorram atritos. Ninguém quer abrir mão do seu posicionamento e isso pode resultar em um sério problema. 

Ao conversar com os colaboradores a respeito dos atritos é essencial estar atento a argumentos, como “eu sou uma pessoa difícil” ou “precisa ser sempre como fulano quer”. Essas frases costumam denotar que a pessoa entende que é difícil de conviver, mas não quer mudar e que provavelmente quer fazer tudo da sua maneira. A forma como a pessoa fala sobre os problemas ajuda a entender se ela está neste lugar de estagnação.

3. Reações negativas à novas tarefas

O líder deve ficar atento a reações negativas dos colaboradores diante de pedidos que saem da zona de conforto deles. Todos os dias surgem demandas diferentes e todos precisam se adequar para atendê-las.

Sentir-se apreensivo diante de uma nova rotina é normal, mas tornar-se desagradável e até desrespeitoso nessa situação, não. Pessoas com Síndrome de Gabriela costumam deixar claro a sua resistência de fazer coisas novas. 

É importante que o líder ofereça condições de capacitação para que os colaboradores possam realizar novas atividades com mais segurança. No entanto, quando a recusa se prolonga, mesmo com as ferramentas necessárias, se torna necessário buscar soluções mais radicais. Reposicionar os membros da equipe pode ser uma forma de tirá-los totalmente de sua zona de conforto. Coloque os membros da equipe em movimento. 

Consequências da Síndrome de Gabriela

Esse tipo de conduta traz consequências negativas, não apenas para o profissional, como também para a empresa. O colaborador perde chances de crescer na carreira e a companhia se torna menos competitiva. Conheça algumas das consequências que essa síndrome pode acarretar:

  • Prejudica o desenvolvimento profissional do colaborador;
  • Gera baixa performance do indivíduo e da equipe como um todo;
  • Minimiza as oportunidades tanto do profissional, quanto da organização;
  • Afeta o relacionamento interpessoal;
  • Provoca queda nas entregas de resultado da empresa;
  • Resulta em baixo crescimento da organização;
  • Traz exclusão do mercado de trabalho;
  • Gera queda da autoestima.

Por que as pessoas são resistentes às mudanças? 

Nenhuma mudança é verdadeiramente fácil, porém, a pessoa deve ter em mente que tal habilidade é necessária para o crescimento, tanto pessoal, quanto da empresa. E o que faz um indivíduo ter tanta resistência às mudanças?

Um fator é o pensamento em curto prazo, pois o profissional não consegue planejar e visualizar a sua carreira em um momento futuro. Dessa forma, não é capaz de enxergar como a mudança pode ajudar no seu desenvolvimento.  

Outro fator diz respeito ao medo de mudar e as coisas darem errado, de não conseguir, da frustração, de arriscar. Medo do que os colegas de trabalho vão pensar, de não ser aceito, de receber críticas, das novas experiências, do futuro, da incerteza, da insegurança e de não superar as expectativas da empresa.

Entender seus medos é o primeiro passo para se despir daquilo que o mantém ancorado no mesmo lugar. Somente compreendendo porque a mudança parece uma ameaça para você será possível tirá-la desse lugar desagradável para dar a ela um contorno de algo positivo. 

Como vencer a Síndrome de Gabriela?

Afinal, como vencer todas essas barreiras, ser um profissional aberto à mudança e garantir crescimento de carreira e diferenciação de mercado? O primeiro passo deve ser dado pela empresa, que precisa:  

  • Garantir aos colaboradores a boa comunicação entre todos os setores;
  • Fortalecer o pensamento estratégico;
  • Ter uma liderança mais preparada;
  • Gerar oportunidades;
  • Proporcionar a participação de todos nas tomadas de decisão;
  • Fornecer capacitação de desenvolvimento profissional;
  • Definir de forma clara quais são os planos e expectativas organizacionais;
  • Fornecer feedbacks construtivos;
  • Criar um clima interno de motivação.

O colaborador deve investir em desenvolver autoconhecimento. Assim pode identificar quais são suas qualidades e pontos de melhoria, quais são suas limitações profissionais e o que vem o impedindo de mudar e crescer na carreira. Essa autoanálise garante que o colaborador possa alterar hábitos, comportamentos e posturas que o tornaram inflexível e resistente às mudanças.

Ao repensar suas atitudes, a pessoa consegue ter uma visão holística de toda a sua carreira e, assim, identificar e mudar sua postura. A alta competitividade do mercado, o avanço das tecnologias, a rápida comunicação e a globalização exigem que o colaborador aceite correr riscos.

Para se destacar no meio profissional, a pessoa precisa ser ágil, dinâmica e até mesmo errar. Mas, o mais importante, ela precisa ter uma excelente capacidade de adaptação às constantes mudanças do mercado. Isso garantirá não apenas seu crescimento profissional, como também desenvolvimento da empresa em que trabalha e diferenciação de mercado.

Processo de Coaching

Se você identificou que possui a Síndrome de Gabriela e deseja sair desse lugar de estagnação, sugerimos a metodologia de Coaching. O processo de Coaching tem como objetivo alcançar metas pessoais e profissionais. O Coach atua como um guia que ajudará o coachee (o cliente) a se desenvolver.

O indivíduo é levado a compreender que possui as respostas e ferramentas necessárias dentro de si. Tudo o que precisa fazer é superar crenças limitantes e comportamentos que impedem o seu crescimento. Aqueles que percebem resistência a mudanças podem optar por passar pelo processo de Coaching de forma a derrubar essa barreira. 

E você, possui a Síndrome de Gabriela? Tem outras dicas para acabar com esse mal? Comente e compartilhe o conteúdo nas redes sociais.

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José Roberto Marques

Sobre o autor: José Roberto Marques é referência em Desenvolvimento Humano. Dedicou mais de 30 anos a fim de um propósito, o de fazer com que o ser humano seja capaz de atingir o seu Potencial Infinito! Para isso ele fundou o IBC, Instituto que é reconhecido internacionalmente. Professor convidado pela Universidade de Ohio e Palestrante da Brazil Conference, na Universidade de Harvard, JRM é responsável pela formação de mais de 50 mil Coaches através do PSC - Professional And Self Coaching, cujo os métodos são comprovados cientificamente através de estudo publicado pela UERJ . Além disso, é autor de mais de 50 livros publicados.



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