O que é demanda agregada e por que é utilizada?

A demanda agregada é um conceito que agrega todas as demandas de cada um dos agentes da economia.

 

A demanda agregada é um conceito que agrega todas as demandas de cada um dos agentes da economia.

Em seu significado literal, a palavra demanda representa a quantidade de um bem ou serviço que os consumidores desejam adquirir por um preço definido em um mercado. No entanto, essa ação nem sempre será interpretada como consumo, uma vez que é possível querer e não consumir um bem ou serviço, por diversos motivos, ou seja, pode ser interpretada como procura. Demanda é o desejo apoiado na necessidade de compra de um produto ou serviço e que somente se viabiliza se o consumidor estiver propenso e com disponibilidade financeira suficiente para adquirir aquele determinado produto ou serviço.

Nos bens de consumo existem duas vertentes da demanda, a qualitativa, que depende do meio social e é afetada pela publicidade, e a quantitativa, que depende do nível de rendimento do consumidor.

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Antes de entrarmos no universo da DEMANDA AGREGADA vamos entender melhor quais são os tipos de demanda:

  • Plena: é a demanda considerada ideal pela organização que vende um bem, significando que os objetivos de venda previstos foram alcançados;
  • Negativa: quando o bem em questão não agrada os possíveis consumidores, que podem mesmo rejeitar o bem ou produto. Isto muitas vezes acontece quando uma marca ou produto é envolvido em algum escândalo;
  • Irregular: verifica-se quando um produto é sazonal, ou seja, é direcionado para uma ocasião específica do ano, e por isso a procura aumenta nessa altura;
  • Inexistente: acontece quando o bem é desconhecido para o consumidor ou então não vê a utilidade em adquirir o bem;
  • Latente: ocorre no caso de se verificar uma determinada necessidade, mas apesar de existir uma demanda, não existe um bem capaz de satisfazê-la;
  • Excessiva: quando a procura por um determinado bem ou produto excede a capacidade de resposta da empresa, não conseguindo satisfazer a todos;
  • Declinante: é o caso de um produto que já teve uma alta demanda, mas que por algum motivo, ela está decrescendo;

Sempre influenciando e determinando a oferta, a demanda é sazonal, ou seja, pode aumentar ou diminuir de acordo com a economia.

Quando se fala sobre a economia de um país, tratamos da demanda agregada, que representa o total de gastos dos seguintes agentes:

 

  • Consumidores;
  • Produtores (empresários);
  • Governo;
  • Restante do mundo.

Cada um desses agentes possui suas próprias demandas. No caso dos consumidores, a demanda é representada pelo consumo, enquanto a demanda dos produtores é o investimento, a do governo são seus gastos e a do resto do mundo é composta por suas exportações e importações.

A demanda agregada é a soma das demandas de cada um desses agentes da economia, ou seja: é o total de bens e serviços de uma determinada economia, em que os consumidores, as empresas e o Estado estão dispostos a comprar. Ela representa o gasto total da economia, o famoso Produto Interno Bruto (PIB).

Para isso, essa demanda depende de fatores como a política monetária e fiscal, renda em poder dos consumidores disponível para consumo e impostos. Ou seja, está interligada ao comportamento e ao desenvolvimento da política monetária e fiscal do país, da renda em poder dos consumidores disponível para consumo, dos impostos a que estão sujeitos, dos gastos públicos efetuados pelo Estado, entre outros.

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Hipótese keynesiana de demanda agregada

 

John Maynard Keynes (1883 – 1946) foi um economista britânico cujas ideias mudaram fundamentalmente a teoria e prática da macroeconomia. Ele foi um dos responsáveis pela inversão do pressuposto da Lei de Say em que (“a oferta cria sua própria demanda”). A partir daí, surge a hipótese keynesiana, que afirma que a demanda agregada determina o nível da oferta agregada e, conseqüentemente, o nível da renda de equilíbrio da economia de um país.

Keynes defendeu, ainda, a tese de que o Estado deveria intervir na fase recessiva dos ciclos econômicos, com o objetivo de manter a economia viva, o pleno emprego e o crescimento nacional.

A importância desse entendimento para a sociedade

 

A demanda agregada representa a quantidade de bens e serviços que os consumidores, produtores e o governo pretendem comprar e a faixa de preço de cada um por meio de uma curva.

Utilizamos a demanda agregada no modelo de mercado da produção para obter a Curva DD (Demanda Doméstica), que é a relação entre Transação Corrente e Produto. O modelo pressupõe a condição de Marshall-Lerner, que preconiza que haverá uma melhora no saldo da balança comercial em resposta a uma depreciação cambial se, e somente se, o volume das exportações e importações for elástico em relação à taxa de câmbio real.

Essa curva tem derivada negativa e funciona da seguinte forma: quanto maior o preço, menos as pessoas vão querer comprar, e quanto menor for o valor, mais os consumidores estarão dispostos a compra. Tudo depende dos níveis de renda e de preço, de modo que os mercados de bens, serviços e dinheiro estejam sempre em equilíbrio.

 

A demanda e as ofertas agregadas

A oferta é uma condição que um vendedor pode fazer sobre um produto ou serviço, de comercialização. A oferta possui um valor inverso ao valor de compra, isso proporcionalmente, ou seja, quanto maior a oferta, maior o valor do produto.

Nesse caso, a demanda influencia no valor da oferta. Quanto maior a quantidade de estoque, maior será a oferta desses produtos.

Dessa forma, a teoria keynesiana trabalha com a máxima de que é preciso determinar um nível de equilíbrio para a renda nacional. O que isso significa? Que ela prevê que a oferta agregada, ou seja, a produção total de bens e serviços de uma economia, seja igual à demanda agregada – ou seja, os gastos da coletividade com estes bens e serviços.

Seguindo essa linha de raciocínio, este equilíbrio entre oferta e demanda agregadas pode ocorrer (e geralmente ocorre) em um ponto abaixo do nível de pleno emprego. Para que a economia atinja o nível do pleno, é necessário que a demanda agregada seja aumentada através do aumento de qualquer de seus componentes.

 O que chamamos de demanda agregada é o resultado da soma das compras de diferentes agentes econômicos, como você pode ver a seguir:

 

Demanda Agregada = Gastos de consumo privado + Investimentos + Gastos do Governo + Exportações

Entenda mais abaixo:

  • Gastos de consumo privado: são os dispêndios dos indivíduos em bens e serviços, como alimentação, vestuário, automóveis, viagens, lazer, etc.

  • Investimentos: são as compras de máquinas e equipamentos e edificações pelas empresas, mais as adições desejadas ou voluntárias de estoques (não incluindo, portanto, o aumento não-planejado de estoques, isto é, os produtos não- vendidos devido a uma insuficiente demanda);

  • Gastos do governo: aí incluídos os dispêndios governamentais com compras de bens e serviços e com o pagamento de funcionários, para o bom funcionamento da administração pública;

  • Exportações: traduzidas nas vendas de bens e serviços ao exterior.

 

Teoria do Crescimento

Ao deparar-se com a teoria keynesiana, Nicholas Kaldor (1908 – 1986), economista da Universidade de Cambridge, da Inglaterra, questionou se a disponibilidade de fatores de produção realmente seria  independente da demanda de um país.

Os estudos e análises dariam origem à teoria do crescimento puxado pela demanda agregada. A premissa básica de modelos econômicos de crescimento puxados pela demanda agregada é que os meios de produção utilizados numa economia capitalista são eles próprios, ou seja,  bens que são produzidos dentro do sistema.

Dessa forma, Mark Setterfield, professor de economia da New School for Social Research, de Nova York, explica que a “disponibilidade” de meios de produção nunca pode ser considerada como um dado independente da demanda pelos mesmos. Assim sendo, a questão principal para a teoria não é a alocação de um dado volume de recursos entre uma série de alternativas disponíveis, mas sim a determinação do ritmo no qual esses recursos são criados.

 

Medidas Para Promoção do Crescimento

Para que o governo aumente o crescimento da economia de um país, as seguintes medidas deverão ser adotadas:

  1. Investimento em capital humano: promover a educação através de programas específicos de formação profissional. Promover melhores cuidados na Saúde Preventiva, a fim de assegurar um aumento de assiduidade no trabalho. Criar condições para assegurar o capital humano já existente, evitando a evasão de funcionários qualificados (capital humano) e a mudança para outros países
  2. Investimento em infraestruturas públicas: de grande importância e fundamental para o desenvolvimento econômico do país. Sem a infraestrutura, as empresas não conseguem desenvolver, com adequação, seus negócios;
  3. Promoção de atividades que geram externalidades positivas, como o desenvolvimento de produtos, desenvolvimento de novas tecnologias;
  4. Promoção da eficiência dos mercados;
  5. Política de promoção de concorrência;
  6. Fornecimento de bens públicos;
  7. Eliminação de externalidades negativas;
  8. Eliminação dos efeitos negativos provocados pela intervenção do estado;
  9. Promover a poupança nacional: necessário para o financiamento de todos os investimentos acima citados.

 

A ampliação da visão de mercado

Falar sobre economia é complexo e requer que você esteja sempre atualizado para entender as lógicas de mercado que mais se aproximam do seu modelo de negócio. Eu sei que não é fácil, mas é possível compreender com um pouco de interesse e dedicação. Mais do que buscar meios de crescer cada vez mais, é preciso entender o contexto em que você está inserido e como você pode usar os seus recursos para garantir bons resultados.

Como vimos, a demanda agregada envolve diversos fatores econômicos presentes no dia a dia de gestores de instituições públicas e privadas. Pensando na importância e complexidade do tema, o Instituto Brasileiro de Coaching (IBC) desenvolveu um curso de especialização em Gestão Empresarial, para auxiliar a rotina dos profissionais, através das práticas de Coaching.

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Além disso, o curso busca desenvolver a capacidade analítica, executiva e decisória do aluno, para que possa elaborar, implementar e avaliar políticas, planos e programas que visem ao desenvolvimento da organização, tendo em conta as influências dos fatores econômicos, socioculturais, históricos, ambientais, políticos e tecnológicos.

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Imagem: Chepko Danil Vitalevich / Shutterstock

José Roberto Marques

Sobre o autor: José Roberto Marques é referência em Desenvolvimento Humano. Dedicou mais de 30 anos a fim de um propósito, o de fazer com que o ser humano seja capaz de atingir o seu Potencial Infinito! Para isso ele fundou o IBC, Instituto que é reconhecido internacionalmente. Professor convidado pela Universidade de Ohio e Palestrante da Brazil Conference, na Universidade de Harvard, JRM é responsável pela formação de mais de 50 mil Coaches através do PSC - Professional And Self Coaching, cujo os métodos são comprovados cientificamente através de estudo publicado pela UERJ . Além disso, é autor de mais de 50 livros publicados.



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