Os sintomas mais frequentes da depressão no trabalho

Depressão no Trabalho Conheça as possíveis causas da depressão no trabalho

Muito se fala sobre a importância de cuidar da saúde mental e suas principais doenças, como a ansiedade e depressão, que são as mais comuns. Mas, ainda assim, existem alguns tabus em torno dessas questões, especialmente quando se trata de falar sobre a depressão. 

Para contribuir com a desmistificação desse assunto e, assim, auxiliar as pessoas a entender o que é a depressão, seus sintomas e como tratá-la, preparamos este artigo. Quer saber mais? Continue a leitura! 

O que é depressão e quais as suas possíveis causas? 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão é um transtorno mental que pode ser identificado por características como: 

  • Mudanças no humor;
  • Oscilações entre sentimentos de culpa e baixa autoestima;
  • Perda de interesse em realizar atividades cotidianas que antes eram prazerosas;
  • Perda de prazer;
  • Distúrbios do sono ou apetite.

Mas, o que causa a depressão? Muitas pessoas procuram a resposta para essa pergunta, e a verdade é que não há um gatilho único que possa causar o transtorno. 

A depressão pode ser ocasionada por diversos fatores biológicos e psicológicos, inclusive pode ser até mesmo de ordem hereditária. O que se sabe é que ela se inicia com um episódio de grande estresse, porém, mesmo depois da resolução do problema, o enfermo continua apresentando os sintomas.

No Brasil, a depressão no trabalho tem sido um problema bastante sério. Segundo a Organização Mundial de Saúde, 11,5 milhões de brasileiros sofrem de depressão e é o país com maior prevalência dessa doença na América Latina. 

A depressão é uma questão que tem chamado cada vez mais atenção, pois tem se tornado uma doença bastante comum em vários países. Isso tem deixado a OMS em alerta. 

Alguns dados sobre a depressão

Novamente, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, a depressão é a principal causa de doenças e deficiências no mundo inteiro. Atualmente, há mais de 300 milhões de pessoas que vivem com a patologia.

Outro problema que a entidade aponta é o não reconhecimento da depressão como uma doença. Muitas vezes, ela é encarada como um estado passageiro de tristeza e isso dificulta a busca por ajuda médica por quem demonstra os sintomas. Quem sofre com depressão se sente inseguro para pedir ajuda e isso só faz com que a doença se agrave cada vez mais. 

Além disso, o investimento em políticas públicas voltadas para o tratamento de doenças como a depressão é relativamente baixo. Na América, a estimativa é de 2% do orçamento da saúde é destinado ao tratamento destas doenças. 

A depressão no ambiente de trabalho: como lidar? 

Fica a reflexão para os proprietários, gestores e líderes de organizações empresariais: como se comportar em relação a esse cenário tão delicado e em constante crescimento?

Situações adversas no trabalho podem ter grande influência no quadro depressivo. Uma das possíveis causas da depressão relacionada ao ambiente profissional diz respeito a desempenhar uma tarefa da qual o colaborador não se sente preparado ou capaz de atender a demanda.

O primeiro passo é compreender que a depressão é uma doença e que seus funcionários podem tê-la. E você deve respeitá-los assim como respeita quem não tem. Após isso, é essencial conversar com áreas como recursos humanos e treinamento e desenvolvimento de pessoas. Essas áreas devem construir um plano que inclua assistência para colaboradores com depressão. Esse planejamento deve considerar:

  • Ações para manter números positivos da qualidade de vida no trabalho;
  • Avaliação constante do ambiente físico de trabalho;
  • Aplicação e constante avaliação da cultura organizacional;
  • Incentivo e prática de autofeedback e feedback 360°;
  • Treinamento e desenvolvimento de funcionários com cursos, formações, especializações e mais; 
  • Plano de saúde para todos que inclua especialidades como psicoterapia, psicologia e psiquiatria; 
  • Apoio para buscar ajuda profissional caso seja preciso;
  • Respeito com o funcionário que está em tratamento.

Outro fator importante para se considerar é a existência de outros transtornos também preocupantes, tais como transtorno bipolar e síndrome do pânico.

Como as organizações podem contribuir com o auxílio aos colaboradores depressivos?

Promover a educação continuada, treinamentos, workshops, formações são algumas das formas de incentivar o colaborador a ser um profissional com mais habilidade técnicas. Também pode ajudá-los a trabalhar suas características relacionadas à personalidade, desenvolvendo bons resultados.

A formação Psicologia Positiva do Instituto Brasileiro de Coaching é uma excelente forma de trabalhar a evolução pessoal. De acordo com José Roberto Marques, fundador e presidente do IBC, “a união poderosa da mais moderna vertente da Psicologia aliado ao processo mais eficaz para desenvolver pessoas.”.

O curso é baseado no estudo feito por Martin Seligman, professor da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos. O pesquisador busca encontrar um modo de despertar e manter a felicidade verdadeira.

São 150 horas, em que você poderá:

  • Entender profundamente sobre esse ramo da psicologia;
  • Compreender os efeitos da positividade;
  • Aprender a criar e sustentar novas perspectivas;
  • Aumentar o nível de controle sobre suas próprias emoções;
  • Despertar o potencial das suas capacidades;
  • Identificar e experimentar quais são suas verdadeiras motivações;
  • Aumentar hábitos energizadores e muito mais!

Os sintomas mais frequentes da depressão no trabalho 

Fique atento se alguém próximo começar a demonstrar um dos sintomas abaixo com frequência. Se você é íntimo dessa pessoa, é essencial que se mostre preocupado e indique que ele busque ajuda profissional. Porém, se não houver proximidade, demonstre que está ao lado do outro por meio de ações e palavras gentis. Confira alguns dos sinais mais comuns de uma pessoa com depressão:

1. Baixo astral ou tristeza

A depressão gera um estado constante de tristeza profunda no indivíduo, mas é importante ressaltar que se trata de mais do que uma chateação eventual. A pessoa afetada pelo transtorno pode apresentar semblante marcado por olhar caído e manter o tronco encurvado. 

Além disso, o indivíduo passa a ter uma visão bastante pessimista da vida. É como se nada pudesse dar certo, ainda que não haja indícios reais de que algo ruim irá acontecer. O baixo astral também pode se refletir em falas repletas de culpa e de baixa autoestima. 

O profissional pode passar a desvalorizar seus acertos e boas entregas. O desenvolvimento do sentimento de inutilidade pode levar a pessoa a buscar pelo seu isolamento. 

2. Perda de interesse em atividades cotidianas

A perda de interesse pelas atividades que antes eram feitas com prazer é um dos principais sintomas da depressão. No trabalho, pode ser observado através da perda de engajamento dos profissionais que antes tinham um bom ritmo produtivo. Esse sintoma pode se agravar conforme o quadro do transtorno vai evoluindo.

A depressão pode ocasionar mudanças repentinas de humor no indivíduo afetado, tornando-o mais suscetível ao choro. A pessoa vai perdendo a vontade de fazer até o que antes era motivo de alegria. Quando profissionais apaixonados pelo seu trabalho começam a demonstrar certa insatisfação com suas tarefas, e até desleixo, é importante ser empático.

Nem sempre significa que o profissional está simplesmente deixando suas responsabilidades de lado. Devemos sempre nos lembrar de que não sabemos o que se passa na cabeça das outras pessoas. 

3. Problemas para dormir ou insônia

Alterações do sono são muito comuns em quadros de depressão. O indivíduo pode tanto apresentar problemas para dormir quanto a chamada insônia terminal. Basicamente, nesse tipo de insônia a pessoa não tem dificuldades para adormecer, mas acorda no meio da madrugada, por volta das 3h ou 4h. Geralmente, ela dorme novamente depois de algumas horas, acordando cansada no outro dia.

No trabalho, essa insônia se reflete em dificuldades de desempenhar as suas atividades, uma vez que a pessoa está muito cansada. Outro sintoma relativo ao sono que pode se manifestar na depressão diz respeito à necessidade de dormir mais do que o normal. O indivíduo afetado sente muito sono o tempo todo. Bocejar constantemente não necessariamente indica descompromisso com o trabalho. 

4. Mudança de peso e apetite

É importante esclarecer que a mudança de peso pode tanto ser referente ao ganho quanto à perda. Alguns indivíduos acometidos pela depressão passam a ter uma sensação de fome constante, precisando se alimentar mais e assim ganham peso. Contudo, é mais comum o inverso, ou seja, a perda de peso decorrente da falta de apetite.

A alteração do peso e do apetite é ocasionada pela soma dos outros sintomas que levam a pessoa a ter menos energia. Sem vontade de se alimentar, é relativamente comum que seja feita apenas uma refeição por dia. 

Quando um colega deixa de fazer as pausas para o almoço e o café é importante se questionar se há algo errado com a sua saúde. A depressão leva à redução da produção de serotonina no organismo que é responsável pela absorção de nutrientes. Isso pode agravar a perda de peso. 

5. Dificuldade em planejar atividades diárias

A depressão pode interferir tanto na atividade motora quanto mental, deixando o indivíduo mais agitado ou lento. O mais comum é que a pessoa fique mais lenta, isso se reflete em uma grande dificuldade de planejar suas atividades diárias. É possível observar que ela fica mais lenta, fazendo algumas pausas que parecem fora de hora.

Quando um colega tem problemas para se organizar, é importante prestar atenção, pois talvez ele esteja enfrentando um momento complicado. O ideal é considerar se antes ele conseguia se planejar e contribuir com a equipe. Os problemas de organização da rotina surgiram com o tempo? Vale a pena se aproximar para tentar ajudar. 

6. Dificuldade de concentração

O transtorno depressivo pode gerar dificuldade de concentração, dessa forma, a pessoa não consegue responder prontamente as perguntas. Momentos olhando para o nada e com falta de senso de temporalidade podem se tornar comuns. No contexto de trabalho, esse sintoma pode ser julgado erroneamente como descompromisso.

No entanto, a pessoa não consegue manter seu foco e isso acaba se refletindo em uma grande insegurança. Pode se tornar bastante oneroso iniciar e terminar uma atividade com total foco no que precisa ser realizado. Se, além das dificuldades, a pessoa ainda receber o julgamento dos colegas, se sentirá ainda menos propensa a ter um bom desempenho. 

7. Indecisão

A dificuldade de concentração pode levar a outro sintoma da depressão, a indecisão. A pessoa que não consegue manter seu foco em uma tarefa pode se mostrar extremamente indecisa em momentos relevantes. Como não consegue estar completamente focada no que está fazendo, não tem certeza a respeito do que deve escolher. 

No dia a dia de trabalho, essa questão pode ser observada através da dificuldade de tomar decisões relevantes para projetos. Quando a depressão afeta um profissional em uma posição de liderança, pode ter consequências bastante sérias para o andamento da empresa. O gestor da companhia deve estar aberto para auxiliar o indivíduo que apresenta esse tipo de dificuldades sem que haja julgamento da competência. 

8. Esquecimento

Esquecer um prazo ou uma conversa com um colega pode se tornar algo recorrente para uma pessoa afetada pela depressão. Infelizmente, esse sintoma pode trazer consequências bastante ruins para o profissional, pois pode acarretar problemas para a empresa. Os colegas que percebem que um membro da equipe está se esquecendo de coisas importantes com frequência devem procurar ajudá-lo.

Além de auxiliar na parte prática para evitar que os esquecimentos prejudiquem a empresa, é importante oferecer auxílio com a causa da perda de memória. Esses esquecimentos, inclusive, podem ser reflexos também da falta de concentração. Os sintomas da depressão podem estar interligados. 

Por isso, ao identificar um ou mais sintomas é essencial prestar atenção às mudanças em seu dia a dia. Você tem conseguido realizar todas as suas tarefas, tal qual sempre fez? Fazer esse questionamento é essencial para entender que está tudo caminhando bem. 

Esses sintomas são mais frequentes do que se pode imaginar. E, apesar de tudo, muitos preferem não se afastar do emprego. Os sintomas cognitivos são mais fáceis de esconder. Caso você tenha dúvidas sobre alguns desses sintomas, procure ajuda médica para que se tenha o diagnóstico e tratamento corretos.

Alguns casos de pessoas com depressão

É importante lembrar que nem somente as pessoas que apresentam alguns dos sintomas acima com frequência sofrem de depressão. É possível que indivíduos que não demonstram tristeza aparente também tenham a doença. Conheça alguns casos de famosos:

Michael Phelps

O ex-nadador e maior medalhista olímpico Michael Phelps revelou ter sofrido de depressão, chegando a pensar em atentar contra a própria vida. Segundo ele, uma das piores fases da doença aconteceu após ganhar 6 medalhas nos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres.

Barbra Streisand

A cantora e atriz Barbra Streisand também já revelou ter sofrido com transtornos mentais. O caso dela se manifestava como síndrome do pânico.

Jim Carrey

O ator Jim Carrey é conhecido principalmente por seus papéis de comédia, porém ele já afirmou ter sofrido com depressão. Ele alegou ter tomado medicação como parte do tratamento.

Robin Williams

Outro comediante famoso é Robin Williams que, apesar de fazer muitas pessoas sorrirem, ele sofreu com décadas de depressão, ocasionando seu suicídio em 2014.

Agora que você já conhece um pouco mais sobre a depressão já pode ficar mais atento às pessoas que convivem ao seu redor. Além disso, pode prestar mais atenção a você mesmo, afinal, ninguém está imune a essa doença. Cuidar-se é essencial e nunca uma atitude egoísta!

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José Roberto Marques

Sobre o autor: José Roberto Marques é referência em Desenvolvimento Humano. Dedicou mais de 30 anos a fim de um propósito, o de fazer com que o ser humano seja capaz de atingir o seu Potencial Infinito! Para isso ele fundou o IBC, Instituto que é reconhecido internacionalmente. Professor convidado pela Universidade de Ohio e Palestrante da Brazil Conference, na Universidade de Harvard, JRM é responsável pela formação de mais de 50 mil Coaches através do PSC - Professional And Self Coaching, cujo os métodos são comprovados cientificamente através de estudo publicado pela UERJ . Além disso, é autor de mais de 50 livros publicados.



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